segunda-feira, 28 de março de 2016

Amor Doce: Episódio 23_ Lysandre

A Casa dos Segredos

(Eu voltei para casa após ter convencido a Ambre a me convidar a passar a noite na casa dela.)
(Meu objetivo é analisar o comportamento do Nathaniel e dos pais dele, já que ele não quer falar nada sobre o assunto.)
(Estou preparando minhas coisas para me encontrar com a Ambre na frente da escola, onde ela deve me encontrar.)
(Infelizmente o único pijama que eu tenho disponível é um velho da época do colégio e nem pensar em vesti-lo com Ambre por perto... Ela iria utilizar isto contra mim, pode ter certeza.)
(Os outros estavam na lavanderia , eu esqueci de colocá-los na máquina de lavar roupa.)


Eu tenho que ir na loja de roupas antes que feche!


Lucia: O que você disse?


A-Ah! Mãe, pare de me assustar assim! Bata na porta antes de entrar!)


Lucia: Eu bati na porta! Mas você não respondeu... Eu não concordo com a sua saída hoje à noite. É a segunda vez que você nos avisa na última hora, a primeira foi com a sua amiga Melody...


D-Desculpe... Eu não vou fazer novamente, prometo, mas eu preciso mesmo ir!


Lucia:  "Precisa"?


Q-Quer dizer, "eu gostaria de ir".


(Eu saí bem rápido, antes que ela me perguntasse mais alguma coisa.)


Apê


(Bom, a loja de roupas fica... Ah, é por ali!)


Lojas


(Eu entrei na loja.)


Rosalya: Oh, olá Docete! O que está fazendo aqui?


Eu quero comprar um pijama novo.


Rosalya: Um pijama?! Não acredito, tenho que ensinar tudo... Uma garota não veste pijama! Ela coloca uma linda camisola!


É... Eu não queria... É para ir na casa de uma amiga, e não preciso estar...


Rosalya: Elegante? Temos sempre que estar elegantes! Imagine se você encontrar o homem da sua vida hoje à noite, na casa da sua "amiga"?  Você vai se arrepender de ter comprado um pijama!


(Por que este tipo de conversa sempre acontece comigo?...)


Eu posso comprar alguma coisa ou estou condenada a levar bronca pelo que visto antes de dormir?


Rosalya: Claro! Temos dois modelos bem bonitos no momento. Venha, eu vou te mostrar.


... A proposito, a loja é sua ou do Leigh?


Rosalya: Hihi, digamos que tudo que pertence a ele, pertence a mim também.


(Próximo)


Rosalya: Tenho dois modelos populares no momento. Bom, depende do gosto, porque eu mesmo não usaria isso. Você tem certeza que não que ver os baby-dolls?


Rosa...


Rosalya: Bom, está bem. Então, qual você prefere?





Rosalya: É... fofinho...


Rosalya, dá para sentir daqui o seu olhar de reprovação, sabia?


Rosalya: Oh, mais o cliente é quem manda...


(... e sem nenhum pressão!)


Rosalya: Se você espera seduzir um rapaz com isso, saiba que é uma causa perdida!


Rosa!


Rosalya: Eu não vou mentir, faço isso para te ajudar.


De qualquer maneira, eu tenho que ir. Estou atrasada.


Rosalya: Você disse que iria para onde mesmo?...


Eu ainda não te contei! Eu vou dormir na casa da Ambre.


Rosalya: Mas... O QUÊ?


Eu... Eu estou tentando fazer as pazes com ela...


Rosalya: Mentirosa! Você está me escondendo algo... O que você está tramando?


Nada, fique tranquila. Eu gostaria de diminuir a tensão entre nós duas... por causa do Nathaniel.


Rosalya: Sei, eu te conheço! Sei que você não está falando a verdade... Você vai ter que me contar tudo amanhã!


(Se eu estiver viva...)


Meu Quarto


(Voltei para casa para terminar de arrumar minha mochila.)
(A Ambre tinha avisado que não iria me encontrar, com o pretexto que o meu bairro tinha uma "má reputação".)
(Por isso eu tenho que encontrá-la na frente da escola.)


Apê


(Ah, olha o Castiel!)


Castiel: Hum, você ainda está na rua uma hora dessas?


Eu posso dizer o mesmo de você!


Castiel: O que posso fazer? Não é minha culpa se tenho um cachorro que só dorme tarde.


Ah! O Dragon está por aqui? Cadê ele?


Dragon: AU AU!


AAAH!!


Castiel: Atrás de você!


(Próximo)


Dragon: AU AU!


E-Eu quase tive um ataque cardíaco!


Castiel: Que chorona... Ele só disse um alô.


S-Sei, mas ele poderia me atacar!
Pois o latido dele me assusta!
Não foi ele quem me assustou, foi você!


Castiel: Oh, coitadinha! Está com medo de um cachorrinho?


Cachorrinho? Você viu o tamanho dele?!


Castiel: Medrosa!


Pare de rir da minha cara!


Castiel: O que você está fazendo por aqui?


Eu estou indo para a escola.


Castiel: A essa hora? Normalmente você é pontual, mas hoje está muito adiantada!


E-Eu estou indo encontrar alguém, não vou para escola...


Castiel: Eu estava brincando... Quem você vai encontrar?... Um amigo?


... Pode ser.


Castiel: ... Ah, é? Quem?


Ninguém, seu bobo, estava brincando.


Castiel: Que humor!


É tão engraçado quanto me assustar com o seu cachorro.


Castiel: Vamos, desembucha!


Calma, calma... Eu vou encontrar com a Ambre. Irei dormir na casa dela hoje à noite.


Castiel: Você vai na casa daquele boboca do representante de turma?


S-Sim, quer dizer, eu irei principalmente por causa da Ambre.


Castiel: Por causa da Ambre? O que você está tramando?...


Você não é obrigado a saber.


Castiel: Quer dizer, não é um problema meu. Mas tenha cuidado.


Que gracinha, você está preocupado comigo?


Castiel: Não, com a Ambre.


(Terminar a conversa)


Em Frente à Escola


(Eu aguardei a Ambre durante meia hora na frente da escola... mas ela não apareceu.)
(Aquela peste! Ela me enganou...)
(Bom, só me resta voltar para casa agora.)


Meu Quarto


(Só me resta procurar um plano B agora.)


Lucia: Docete!


Ah! M-Mãe, você tem que parar de entrar no meu quarto assim!


Lucia: Desculpe-me, mas você anda tão perdida nos seus próprios pensamentos que esta é a única maneira de saber que está nos ouvindo.


(Próximo)


Lucia: Tem uma menina chamada Ambre querendo falar com você no telefone.


(Minha mãe me entregou o telefone e saiu do meu quarto.)


Alô?


Ambre: O que você está fazendo?! Estou te ligando há horas para te dar o meu endereço!


Há horas?! Não exagere tanto. E como você conseguiu meu número?


Ambre: A pegou pegou o número de todo mundo bisbilhotando na sala dos professores. Eu só precisei pedir para ela gentilmente.


Tirando isso, você não deveria me esperar na frente da escola? Eu mofei durante meia hora, por isso que você não conseguiu falar comigo!


Ambre:  Não é porque eu te autorizei a passar na minha casa que vou deixar sua vida fácil! Lembre-se que nós não somos amigas. Eu fui gentil em te deixar dormir na minha casa, não tente tirar proveito da situação.


(Gente, essa garota nos faz perder toda esperança na humanidade...)


Ok, já vi tudo... Bom, você pode me passar o seu endereço logo?

(A Ambre acabou me passando o endereço dela.)


Ambre: Não esqueça que os convidados educados levam presentes para o hospede!


(Bom, entendi bem o recado... O melhor é eu ir logo se pretendo comprar alguma coisa.)


Ponto de Ônibus Perto de Casa


(Eu cheguei no ponto de ônibus e segui o percurso indicado pela Ambre. O pagamento custa 10$!)
(Puxa, a casa dela é maravilhosa... Eu toquei a campainha e alguém vei abrir a porta para mim.)


Nathaniel: Docete? O que você está fazendo aqui?


Ora, eu vim dormir!


Nathaniel: V-Você vai dormir aqui?! Como assim?!


Mas... Ambre não te contou nada? Decidimos fazer as pazes... Ela que me convidou.


Nathaniel: Como?...


(A Ambre interrompeu a conversa empurrando o irmão e se colocando na frente dele.)


Ambre: Ah, finalmente. Você trouxe o meu presente?


(Entregar as velas perfumadas.)


Ambre: Hum, é péssimo, mas obrigada mesmo assim.


Não tem de quê... (Ela jogou o presente por cima do ombro.)


Ambre: Venha! Vou te mostrar a minha casa.


(O Nathaniel ficou com os olhos arregalados, enquanto a Ambre me puxava para dentro.)


Ambre: Aqui é a entrada principal, como você pode perceber,


Uau!


Ambre: Fecha a boca, você parece um peixe assim.


A entrada principal é impressionante!


Ambre: E você ainda não viu nada!


(Terminar a conversa)


Sala de Jantar


Ambre: Iremos voltar aqui para comer daqui a pouco.


Há portas de vidro por todo o lado! A casa é bem iluminada!


Ambre: Como sempre, você não nota o mais importante. Olhe este quadro. É de um artista super conhecido.


Ah, é? Qual é o arista?


Ambre: Hum... é... sabe, aquele... Ah! E o que adianta te dizer o nome? Você não vai saber quem é mesmo!


Hum, Confesse que você não tem a mínima ideia de quem seja.


Ambre: O que importa é que ele custa uma fortuna.


Eu não acho que seja isto que dá toda a beleza desta parte da casa.


Ambre: Você é um caso perdido.


(Terminar a conversa)


Corredor


Ambre: Estamos no corredor do primeiro andar, que dá acesso ao meu quarto, ao quarto do Nath e ao nosso banheiro. Esta escada da acessoa a suíte dos meus pais. Você está proibida de subir, entendeu?


Quem você acha que eu sou?


Ambre: Uma bisbilhoteira!


(Como se eu quisesse bisbilhotar o quarto dos pais dela!)

Banheiro


Este banheiro é magnífico!


Ambre: Quando eu lembro que terei que tomar onde você vai tomar também! Fico arrepiada e horrorizada!


(Como farei para não matá-la até amanhã de manhã?)


Quarto do Nathaniel


(Eu imagino que aqui é o quarto do Nathaniel... A Ambre me puxou para trás, com força.)


Ambre: Eu não mandei você entrar aqui! Você deve apenas me seguir.


O-Ok...


Quarto da Ambre


Ambre: E aqui está o meu quarto. Legal, não?


É super... precioso.


Ambre: É muito mais que isso! As cobertas são de seda, não esqueça.


Eu acredito em você de olhos fechados!


Ambre: Bom, agora você conhece a peça mais importante desta casa.


Sua casa é mesmo muito bonita!


Ambre: Não se canse. Eu já te disse, NÃO somos amigas.


(Ok... A noite vai ser longa...)


Ambre: Venha comigo. Meus pais chegaram e vamos jantar em breve.


(Confesso que não estou tranquila com a ideia de falar com os pais do Nathaniel e da Ambre... Bom, eu não tenho escolha.)


Sala de Jantar


(Os pais do Nathaniel estão aqui.Verdade que eles não parecem nada fáceis. Bom, inspire, expire...)


Adélaide: Boa noite, senhorita... É... Docete, não é?


Sim, senhora.


Francis: Vou confessar que é um prazer ver outros rostos além da Li e da Charlotte!


(Próximo)


Adélaide: Em breve iremos jantar. espero que goste da lagosta, jovem.


É... (Hein? Eu nunca comi lagosta antes...)


Francis: Não é todo mundo que tem condições de comer lagosta... Se este prato te deixa constrangida, você pode comer mais legumes.


Ah... Será um prazer experimentar a lagosta, obrigada.


Eu posso ajudar a por a mesa?
É-É onde está o Nathaniel?


Francis: Gentileza sua! Mas não estamos acostumados a deixar nossos convidados fazerem o serviço. É o Nathaniel quem põe a mesa e ele está atrasado. Ele vai ter que aprender a ser pontual... Se você deseja realmente ajudar, vá procurá-lo, ele deve estar no quarto.


(Próximo)


Adélaide: Boa ideia. Enquanto isso, voc~e pode nos contar como foi o seu dia, Ambre?


(É melhor eu ir.)


Quarto do Nathaniel


(Dei três batidas, esperando não estar batendo na porta errada.)


Nathaniel: Pode entrar!


(Próximo)


É... (Eu nunca pensei que entraria um dia no quarto do Nathaniel...)


Nathaniel: Você está passando uma noite agradável?


Sim... Podemos dizer que sim.


Nathaniel: Você não parece acreditar no que está falando.


...


Nathaniel: Você quer me dizer o que veio fazer aqui?


Eu já te disse! Eu e a Ambre vamos tentar recomeçar do zero!
Talvez eu esteja querendo apenas passar um pouco de tempo ao seu lado...


Nathaniel: Ou talvez não!


Eu juro que estou falando a verdade.
Eu não estou com más intenções, você me conhece!


Nathaniel: Verdade... Mas não faça eu me arrepender de ter confiado em você!


Obrigada!


Adélaide: Nathaniel! Desça para pôr a mesa! Agora mesmo!


(É a mãe do Nathaniel. Ela parece ser bem menos simpática do que o pai dele...)


Nathaniel: Eu tenho que ir. É melhor você ir comigo.


(Terminar a conversa)


Sala de Jantar


Adélaide: Poderia me passar os legumes, se não for pedir muito, senhorita?


(Uau, o clima tá tenso por aqui. Todo mundo está sentado à mesa, mas ninguém parece gostar da presença do outro.)


Sim, claro... Ai!


Adélaide: Algum problema?


Não é nada... Eu chutei a mesa sem querer.


Ambre: Hi, hi, hi!


(Foi a Ambre que pisou no meu pé de propósito.)


Francis: Oh, meu rapaz, tire o cotovelo da mesa!


(Próximo)


Nathaniel: Sinto muito...


(Tudo bem que a Ambre não colocou o cotovelo na mesa, mas ela está enviando sms durante o jantar e ninguém diz nada!)


Francis: E esta camisa horrível... Você precisa comprar uma nova! Está parecendo um palhaço!


(Próximo)


Ambre: É melhor que a camisa horrorosa dela!


(Próximo)


Adélaide: Você ainda é jovem, Ambre, não sabe a que ponto a imagem de alguém é importante.


(Próximo)


Ambre: Eu aprendo rápido! Senão, por que me interessaria tanto por moda?


(Próximo)


Adélaide; Muito bem, querida.


(A Ambre sabe como bajular os pais!)


Francis: Você gostou da lagosta, Docete?


Está uma delícia, senhor.


Ambre: Se você não gosta, pode dizer. É um prato super caro e refinado, não é todo mundo que tem capacidade de apreciá-lo. Seria uma pena desperdiçá-lo.


Não, não, realmente, eu gosto. Obrigada, Ambre... (Ela espera realmente que os pais dela acreditem que somos amigas falando deste jeito?)


(O jantar continuou em silêncio. Depois, passamos para a sobremesa. Foi o Nathaniel quem nos serviu.)


BAM!!


(Quando tudo parecia bem calmo, o pai do Nathaniel bate bem forte na mesa de forma repentina.)


Francis: NATHANIEL!


Nathaniel: S-Sim...


(Próximo)


Francis: Quantas vezes terei que repetir para não se esquecer as COLHERINHAS quando você põe a mesa?!


Nathaniel: E-Eu...


(Próximo)


Francis: Já é a segunda vez que isto acontece nesta semana!


(Uau, tudo isso por causa de colherinhas?)


Francis: Peço desculpas, senhorita. Normalmente o meu filho sabe como pôr a mesa.


Ele não merece isso, pôr tão pouco...
Não é tão grave assim...


Francis: É importante sim! Um rapaz que foi bem educado, tem obrigação de saber o mínimo sobre a arte da mesa.


(A "arte da mesa?" Está falando sério?)
(A hora da sobremesa foi ainda mais constrangedora. Eu não via a hora que tudo acabasse.)


Ambre: Você vem comigo, Docete?


Mas... Não precisamos tirar os pratos da mesa?


Adélaide: O Nathaniel vai fazer isso.


Francis: Sim, principalmente porque eu e ele precisamos conversar a sós. Vão fazer o que vocês precisam fazer, meninas.


(O Nathaniel parece completamente transtornado. Corta-me o coração deixá-lo sozinho...)


Ambre: Vamos...


(Eu decidi, a contragosto, seguir a Ambre.)


Quarto da Ambre


Ambre: Eu arrumei um edredom e um travesseiro para esta noite.


É... Bem... Cadê o colchão?


Ambre: Não, você está brincando?! Era você que tinha que providenciar isso.


Legal... (Eu acho que vou ter uma boa noite.)


Ambre: Não reclame tanto. Você tem sorte que eu te autorizei a entrar no meu quarto.


Seria estranho se você me deixasse dormir do lado de fora, perto da porta...


Ambre: Eu poderia simplesmente não ter te convidado...


Eu te dei um Kit de maquiagem!


Ambre:Eu preferia que você ficasse longe do Castiel. Parece um marisco grudado na concha, é super irritante!


Você está falando besteira! É verdade que andamos juntos, mas não sou o cachorrinho dele, não precisa exagerar.


Ambre: Você fica no pé dele, quando na verdade ele não está nem aí para você. Para falar a verdade, se você não fosse tão insignificante para mim, eu ficaria até com pena.


Você pode dizer o que quiser, não sou eu que...


Ambre: ... o quê?


(É melhor não falar que ela está obcecada pelo Castiel desde pequena. Eu não quero correr o risco de ser expulsa daqui.)


Ambre: Não diga nada que possa se arrepender depois, eu posso pegar o travesseiro e o edredom de volta!


(Próximo)
(Ficamos em silêncio. De qualquer maneira, é difícil encontrar algo em comum para poder conversar com a Ambre.)


É... Faz tempo que vocês moram aqui?


Ambre: Desde que eu e o Nath éramos pequenos. Por que você quer saber?


Fique calma, eu só queria... Fazer o tempo passar mais rápido.


Ambre: Olha, a situação já é difícil, não a torne mais complicada achando que tudo está normal.


Quer dizer que vamos ficar aqui, nos encarando?


Ambre: Se for preciso, sim.


Bom, já que é assim, eu acho que vou dar uma volta.


Ambre: E o que você pretende fazer?


Escovar os dentes! A não ser que você queira fazer no meu lugar?


Ambre: Pode ir. E não precisa me falar nesse tom!


(Eu saí.)
(Eu pensei que iria ter provas ouvindo o pai do Nathaniel conversando com ele, mas eles não falavam muito alto.)
(Puxa, a noite caiu rapidamente e todas as luzes foram apagadas. Apenas o térreo parece estar com as luzes acesas...)


Entrada


Adélaide: Você não tem nada que andar por aqui, senhorita.


...


Adélaide: Volte lá para cima onde está a Ambre!


Sim, senhora...


(Eu subi correndo.)


Quarto da Ambre


Ambre: Tudo bem, já terminou sua palhaçada?


É... Não, eu fui ao banheiro e me dei conta que tinha esquecido a minha escova de dente.


Ambre: Você não bate bem da cabeça mesmo, viu?!


(O melhor é eu escovar os dentes agora mesmo.)


Banheiro


(Eu escovei os dentes, me sentindo péssima.)
(De repente, ouvi vozes no corredor!)


Corredor


Francis: COMO OUSA FALAR ASSIM COMIGO?!


Nathaniel: Papai, não foi o que eu quis dizer... Não é o fim do mundo...


(Próximo)


Francis: EU NUNCA IREI TOLERAR MEDIOCRIDADE NA MINHA CASA! NUNCA!


(Eu fiquei petrificada, ouvindo os grito do pai do Nathaniel.)


BAM!


(E-Estou imaginando coisas ou o Nathaniel acabou de apanhar?)
(Houve um silêncio horrível após a discussão. Eu estava incapaz de sair do lugar.)


Quarto da Ambre


Ambre: Bom, eu posso ir ao banheiro agora?


S-Sim, pode ir.


Ambre: O que foi? Você está pálida, parece que acabou de assistir um assassinato.


Eu acabei de ouvir o seu pai e o Nathaniel discutindo. Parecia bem... violento. Isto acontece sempre?


Ambre: Ah, os meus pais são um pouco mais severos com ele, mas não é nada demais. Ele só é repreendido quando chega atrasado, este tipo de coisa. Eu acho engraçado porque eu sou bem mais livre do que ele.


Entendi... Bem, vou vestir o meu pijama... (Minha própria voz parece distante, estranha.)


Ambre: Faça isto. Eu vou me trocar no banheiro. Eu não estou com vontade de te ver sem roupa, tenho muito medo de ficar enjoada.


(Estou tão perturbada com o que acabei de ouvir que nem entendi o que ela acabou de falar.)
(Chegou a hora de vestir meu pijama novo.)


Ambre: Mas qual é o seu problema? Onde você comprou um pijama tão feio?


Confesso que me sinto aliviada quando vejo que meu estilo é completamente diferente do seu.


Ambre: Mas chegar ao ponto de vestir roupa de menininha...


Eu não vim aqui para fazer um desfile de moda.


Ambre: Ah, é? Diga-me, então por que veio. Posso saber?


Você lembra das marcas nas costas do seu irmão?


Ambre: Mas o que quer inventar agora?!


Pare de mentir Ambre, você sabe muito bem do que estou falando! Você sabe sim...


Ambre: Você vai novamente me falar sobre esta história de celular? Eu já te disse, foi só para tirar vantagem. Você pensou que eu tinha uma informação importante e eu me aproveitei da situação. Não é minha culpa se você acredita em tudo que eu te digo!


Quer dizer que você não sabe de nada?


Ambre: Eu já te disse eu não sei como ele ficou daquele jeito. Você é surda ou o quê?... 


(Puxa, ela parece estar falando a verdade. Eu não tenho escolha, eu vou ter que conversar com o Nathaniel.)


Ambre: Não vou dizer que não gosto de me lembrar dos momentos em que pude abusar da sua boa vontade, mas confesso que agora estou com sono. Boa noite para voc~e, no seu... edredom.


(Eu esperei que a Ambre dormisse para ir falar com o Nathaniel. Eu achei que seria difícil escolher o melhor momento para sair de fininho, mas...)
(... quando ela começou a roncar forte, todas as minha dúvidas foram embora.)


Corredor


(Eu espero que o Nathaniel não esteja dormindo.)
(Eu estou com medo da reação dele... E se ele não quiser que eu o veja de pijama?)
(Se eu tivesse que apostar eu diria que ele veste um pijama xadrez velho!)
(Estou só falando bobagem, mas eu preciso rir um pouco para criar coragem...)
(Eu acabei decidindo bater na porta, de leve.)


Nathaniel: Quem é?


(Entrar no quarto.)


Fale baixo...


Nathaniel: Docete! O que você está fazendo aqui?


Eu... Eu preciso falar com você. E nada de tentar fugir do assunto desta vez.


(Ops, acabei de me dar conta que ele dorme de... BOXER!)


Nathaniel: E você não achou um momento melhor que agora?


Eu precisava... (Concentre-se, pare de olhar paar ele de cima para baixo...)


Nathaniel: ... Sim?


E-Eu precisava reunir provas antes de conversar com você.


Nathaniel: Provas?


Sim, provas... Que o seu pai te bate.


Nathaniel: Eu já te disse para não se meter nesta história! Isto não é da sua conta! Você não poderia entender isto de uma vez por todas?!


Por favor, não grite. Se os seus pais nos ouvirem...


Nathaniel: Saia daqui agora mesmo.


Não! Não vou embora! É muito sério. Eu não posso fazer de conta que nada está acontecendo, isto é impossível.


Nathaniel: É-É mais complicado do que parece.


Então, diga-me. Você pode confiar em mim...


(Eu segurei a mão dele, mas ele estava tão perturbado que nem parecia perceber.)


Eu acho que te faria bem falar sobre isso.


Nathaniel: Eu não quero criar problemas para o meu pai... Entenda, ele está passando por um momento difícil. É por isso que eu não falo para... ninguém o que ele me faz.


Desculpe, mas entre vocês dois, eu acho que é você que vive o memento mais difícil.


Nathaniel: Você não sabe do que está falando. Meu pai sempre teve uma qualidade de vida excepcional desde que subiu de cargo na multinacional. Ele sempre deu tudo para a minha mãe, a minha irmã e para mim mesmo, antes...


Antes de quê?


Nathaniel: Antes que alguém fosse promovido no lugar dele e destruísse tudo. Era para ele ser nomeado vice-presidente da empresa.


Ah, entendo. Digamos que não se trata de uma promoção qualquer.


Nathaniel: Exatamente. Um jovem recém saído da faculdade e cheio de diploma chamou mais atenção.


(Próximo)


Nathaniel: Mesmo com a experiência e a competência do meu pai, o chefe dele preferiu confiar em um jovem.


Eu entendo que é algo difícil... Mas isso não é desculpa! Seu pai ainda tem um cargo importante na empresa?


Nathaniel: Não, os problemas se acumularam... O vice-presidente se sentiu ameaçado e foi rebaixando-o de cargo pouco a pouco, até um posto simples. Ou seja, meu pai está sem perspectiva. Ele, que queria chegar ao mais alto nível, ficará preso na mesma função até o fim da carreira.


Eu não consigo entender... O que tem a ver as desilusões profissionais dele com você?


Nathaniel: Eu... Eu não sei, você quer psicologia barata? Eu acho que meu pai vê em mim a imagem do jovem que roubou o lugar dele. Ao mesmo tempo, ele quer que eu seja como ele. perfeito. Talvez até mais do que perfeito, para que eu não cai na mesma situação que ele.


Mas isso é impossível! Ninguém é perfeito!


Nathaniel: Talvez ele queira também me proteger das decepções que ele viveu. Há um aboa intenção, sabe?...


Pode ser. Mas isto não justifica os atos dele. Você já parou para pensar seriamente? Como você consegue passar por isso sem falar nada?


Nathaniel: Se eu o denunciasse, só iria destruir mais a minha família. Meu pai perderia o emprego. Já estamos endividados, acabaríamos perdendo a casa! O que a minha mãe e minha irmã iriam fazer?


E ainda tem isso! Por que a Ambre e a sua mãe não falam nada? Elas não sabem o que está se passando?


Nathaniel: A Ambre não sabe de nada. Ela pensa ser a preferida, aquela que consegue tudo o que quer enquanto o irmão leva "bronca". E minha mãe... Eu acho que ela faz de conta que não está vendo nada.


Mas como ela é capaz de se comportar desta maneira?! A mãe tem a obrigação de proteger o filho!


Nathaniel: Você não deveria fazer tanto drama... Todos os filhos já tiveram que ser repreendido pelos pais pelo menos uma ou duas vezes na vida...


Mas não ao ponto de ficar com marcas no corpo! E algo me diz que o seu pai não te bateu apenas uma ou duas vezes.


Nathaniel: Não aconteceu tanto assim...


Já é inadmissível pensar que isso já aconteceu uma vez.Quando uma mãe ou um pai dá um tapa no filho, é para fazê-lo entender que ele foi longe demais e não para machucá-lo!


Nathaniel: Eu tenho certeza que não é o objetivo do meu pai.


Talvez, mas aconteceu. Ele te machucou fisicamente. Você foi vitima de maus-tratos!


Nathaniel: O que quer que seja, você não tem que se preocupar, está bem? Deixe-me cuidar desta situação.


M-Mas, ele te machucou hoje à noite, não foi?


Nathaniel: Não foi nada.


Não podemos dizer que não foi nada...
E-Eu,,, Nath...


Nathaniel: Eu vou dormir agora, se você permitir. Já é tarde e eu quero estar em forma para ir ao colégio amanhã.


(Ele se deitou na cama e depois virou de lado, ficou de costas para mim.)
(Eu não posso sair assim, é mais forte do que eu.)





(Eu me deitei ao lado dele e dei um abraço forte.)
(Como ele estava de costas, eu não pude ver seu rosto, nem consegui me dá conta do que ele estava sentindo. Mas ele não me empurrou.)
(Ficamos alguns minutos assim, imóveis.)


Nathaniel: Você deveria ir agora... Você... Eu não gostaria que meu pai nos visse assim.


Claro, entendo. Está melhor?


Nathaniel: Agora sim. Sua presença me fez muito bem. Mas o melhor é que você volte para o quarto da Ambre. Senão acabaremos dormindo juntos...


O-Ok. Eu vou, então. Boa noite.


Nathaniel: Docete?


Sim?


Nathaniel: Obrigado.


É normal.


(Não consigo acreditar no que acabei de ver...)


Quarto da Ambre


(Eu voltei discretamente para o quarto da Ambre, que ainda estava roncando como uma locomotiva velha.)
(E estou com a impressão que dormir no chão vai ser complicado.)
(Mas de qualquer maneira, eu acabei perdendo o sono com tudo o que o Nathaniel me contou.)
(Eu quase não fechei os olhos a noite toda com esta história.)
(No dia seguinte, a Ambre não conseguiu achar uma desculpa válida para que eu pegasse o ônibus sozinha. Por isso, o pai deles nos deixou na frente da escola; eu, ela e o Nathaniel.)
(Eu acho que a nossa chegada em grupo não passou despercebida...)
(A Ambre foi embora assim que virei as costas. Eu bem que gostaria de perguntá-la o que ela pensava da noite passada.)


Pátio


Rosalya: Você vai me dizer o que foi fazer na casa da Ambre?


Eu... Eu não posso falar agora.


Rosalya: Você sabe que pode confiar em mim.


Agora não, Rosa. Talvez mais tarde, desculpe...


Rosalya: Sei...


(Terminar a conversa)


Corredor Principal


Bia: Ora, ora...


Ah, você chegou na hora certa.


Bia: Está falando comigo?


Não tem mais ninguém por aqui, que eu saiba.


Bia: Talvez, mas eu não estou com vontade de falar com você.


(Próximo)
(Ela foi embora antes de eu poder perguntar onde a Ambre estava.)


Sala de Aula A


Iris: Que bom que você fez as pazes com a Ambre.


Por que você está dizendo isso?


Iris: Oh, eu acabei de ver vocês duas chegando juntas.


Você está imaginando coisas, Iris.


Grêmio


Melody: ...


Olá, Melody!


Melody: Olá.


Hum... Algum problema?


Melody: É que... quer dizer... eu te vi chegar na escola com o Nathaniel.


Eu dormi na casa dele, foi isso.


Melody: Quer dizer que vocês dois...


Opa, não! N-Não vá imaginando coisas. Foi... Foi a Ambre quem me convidou.


Melody: Você agora anda com a Ambre?


Eu sei, é difícil de acreditar.


Melody: Nem tanto...


O que você quer dizer com isso?


(Ela já tinha ido embora.)


Sala de Sula A


Kim: Eu espero que você saiba onde está metendo os pés, guria!


Do que você está falando?


Kim: Eu estou falando de você e daquela Barbie da China. Eu não sei o que vocês estão tramando, acho que nem quero saber. Mas tenha cuidado, pode ter certeza que quando você menos esperar, ela vai te armar uma!


Obrigado, Kim. Eu não vou esquecer.


(Gente, a escola em peso nos viu chegando ou o quê?


Pátio


(O Alexy e a Violette estão juntos.)


(Conversar com o Alexy.)
(conversar com a Violette.)


Violette: Eu não estou muito inspirada hoje para desenhar...


Como isso faz bem!


Violette: N-Não, pelo contrário, isso me incomoda...


Eu quis dizer... Finalmente alguém não me pergunta sobre a minha "amizade" com a Ambre.


Violette: Ah, vocês são amigas agora?


Claro que não!


Corredor Principal


Peggy: Como você anda ligeiro! Eu tive a maior dificuldade em te achar.


E por que você quer me achar?


Peggy: Você deve estar pensando que talvez eu não tenha visto você chegar a escola ao lado da Ambre e de nosso representante de turma?


Eu não sei o que isto tem de extraordinário...


Peggy: Comigo não! Confesse, você dormiu na casa deles. Por que você foi dormir lá?


(Se ela está pensando em falar alguma coisa... Eu não esqueço o que ela fez quando a Debrah voltou para a escola. Não vou lhe dar essa satisfação de jeito nenhum.)


Peggy: Fala logo!


(Além do mais, o Nathaniel vai me detestar se eu comentar algo com a Peggy. Com ela, todo mundo fica sabendo de tudo!)


Peggy: Diga-me pelo menos algo, porque você está começando a me assustar silênciosa assim.


Três palavras: Até logo, Peggy!


Peggy: Muito engraçado...


(Ela se colocou na minha frente, me impedindo de passar.)


Peggy, seu direito de informar não te autoriza a me fazer refém.


Peggy: Você sabe que eu não vou parar aqui. O melhor é me falar você mesma, não acha?


(Já que ela insiste, vou ter que colocá-la numa pista falsa. Ela nunca vai acreditar na minha suposta amizade com a Ambre.)


Peggy: E então?


Para ser sincera a Ambre... me paga para que eu faça as lições de casa dela.


Peggy: Te a ver... Você passou nas provas, se ela pode pagar, seria um erro não fazer isso. Mas por que ela não pediu ao irmão que é mais inteligente que você?


Ela... Ela não quer que os pais saibam que ela pede ajuda ao Nathaniel. Talvez um complexo de inferioridade.


Peggy: A Ambre? Complexo de inferioridade? Isto não é do feito dela.


Sabe, Peggy, talvez as pessoas sejam mais complexas do que você pensa.


Peggy: Digamos que eu acredite em você. mas isto não explica o fato de você ter dormida na casa dela!


Se a Ambre não copiar os texto que eu faço para ela, os professores podem acabar reconhecendo a minha letra. E como ela não queria copiar tudo de uma vez, eu acabei ficando na casa dela para fazer os deveres, enquanto ela copiava tudo aos poucos.


Já era tarde quando terminamos e os pais dela me propuseram ficar para dormir.


Peggy: Parece que eles são menos assustadores do que parecem.


Pois é.


Peggy: Bom, desta vez eu aceito. Mas se descobrir que você mentiu para mim, pode acreditar, eu nunca mais vou te fazer um favor!


(A não ser que você precise muito, como sempre.)


Escadaria


Ah, finalmente te encontrei!


Ambre: Você quer largar do meu pé? Eu já aguentei passar uma noite inteira com você, isto é o suficiente para uma vida inteira!


Eu preciso te perguntar algo...


Ambre: E por qual motivo deveria aceitar te ouvir NOVAMENTE?


Porque tem a ver com seu irmão e é super importante.


Ambre: Eu deveria desconfiar. Nath, Castiel... Você quer todos! Você não tem nenhuma chance, nem com um, nem com outro. Coloque isso na cabeça!


Mas isso não tem nada a ver, é muito mais grave!


Ambre: Bom, vai, faça a sua pergunta.


O que você achou da noite passada?


Ambre: Todo esse alvoroço por este motivo?


Não precisa me dizer a que ponto a minha presença era indesejada... Isso eu já sei.


Ambre: Além disso, você está longe da verdade.


O que eu quero saber é... você viu algo anormal? Ente o seu irmão e o seu pai, por exemplo?


Ambre: Não, nada mais do que de costume.


Como assim?


Ambre: Os pais sempre são menos severos com as filhas, todo mundo sabe disso!


Mas a não ser isso, nada mais?


Ambre: Eu não sei o que você quer provar com isso! Eu sei muito bem o que acontece na minha casa!


Pelo jeito, não.


Ambre: O que você está insinuando?


Nada.


1º Andar


Lis: Você está tão ridícula grudando na Ambre desse jeito!


Charlotte: Talvez você não saiba, mas a escola toda está rindo da sua cara.


Se vocês acham...


Li: Vou te dar um conselho, vá procurar outros amigos.


Charlotte: Não tem espaço suficiente para você no nosso grupo.


Que pena...


Vestiário


Dake: Aqui está a mais bela de todas! Se eu soubesse que iria te ver no vestiário...


Oh, não! Você, não! (Já tenho problema suficiente, agora tenho que lidar com esse aqui!)
Dake... Por que você ainda está na escola?
Dake! Que legal você aparecendo tanto aqui na escola!


Dake: Eu não resisti e fiquei um pouco mais para conversar com você.


Olha, eu tenho outras preocupações urgentes.
Gentileza sua, mas...
Você deveria pensar seriamente me se inscrever na escola Sweet Amories.


Dake: Que loucura, a cada vez que eu te vejo, você fica ainda mais bonita.


(Próximo)


Lysandre: É melhor você ir agora.


(Próximo)


Dake: Você de novo! Você segue a Docete?


Lysandre: Acontece que eu sempre estou perto quando ela precisa.


(Próximo)


Dake: Pelo menos passamos um momento tranquilo no shopping, não é mesmo, querida?

Verdade.
Foi por acaso.


Lysandre: Aparentemente, você está mais perto do que eu pensava...


Não é bem assim... Nos encontramos por acaso, como toda vez que eu o vejo.


Lysandre: Às vezes, a oportunidade pode ser forçada.


(Próximo)


Dake: Sem chegar a este ponto, eu diria que quando o acaso acontece tanto assim, podemos chamar de destino.


(Ele parece se divertir um pouco, o melhor é acalmar o jogo antes que a situação piore.)


Dake... Sinto muito, mas eu não tenho mais o que fazer... Você deveria ir embora.


Dake: Você tem certeza? Se preferir, eu posso te livrar dele.


Castiel: Docete não precisa de você para isso, ao contrário de você eu não imponho a minha presença, se não for desejado.


Pare, Dake! Por favor.


Dake: Como preferir, Docete. Tenho certeza que nos vemos em breve.


É... Até mais tarde.


Lysandre: Eu nunca conheci ninguém tão vulgar.


Mas não, digamos que ele é apenas... determinado.


Lysandre: Eu não acho que esta é uma desculpa suficiente.


(Terminar a conversa)


Pátio


Rosalya: Sabe, não é nada bom guardar tudo para si mesmo.


Hein? Por que você está falando isso?


Rosalya: Você não parece bem. Está pálida, com um ara abatido e nem vou comentar do seu acordo com a Ambre.


Eu não fiz nenhum acordo com a Ambre.



Rosalya: Não precisa dizer nada, eu entendi que você não que falar sobre o assunto. Mas talvez você possa falar com outra pessoa? Tenho certeza que isto irá te fazer bem.


Eu... Eu vou pensar.


(Ela tem razão. Esse segredo é muito pesado para guardar sozinha. Eu preciso desabafar com alguém de confiança.)


Decidi, vou contar tudo para o Castiel.
Decidi, vou contar tudo para o Lysandre.
Decidi, vou contar tudo para o Armin.
Decidi, vou contar tudo para o Kentin.


(Antes de fazer algo, eu fui almoçar primeiro em casa. Aproveitei para trocar de roupa.)





(Esta roupa é mesmo muito bonita.)
(Ok, agora é só procurar o Lysandre.)



Sala de Aula A


Ah, é você, Kentin.


Kentin: Está tudo bem, Docete?


Sim, estou, não se preocupe.
Já tive dias melhores...


Kentin: O que houve?


Oh nada... Vai passar, eu espero.
Eu não posso falar. Sinto muito.


Kentin: Ah, puxa... Tem certeza? Talvez você esteja doente. Você deveria ir para casa descansar.



Não, não se preocupe. Está tudo bem.


Corredor Pricipal


(Ah, aqui está o Castiel.)


Castiel: Algum problema?


É... não.. não.
Sim, mas não estou com muita vontade de falar.


Castiel: Você sabe que eu não vou insistir, hein?


(Terminar a conversa.)



Sala de Aula B



Nathaniel: Docete!


Ah!! Você me assustou!


Nathaniel: Talvez você tenha feito algo errado e está se sentindo culpada?


N-Não nada disso!


Nathaniel: Eu te vi correndo para todo lado na escola, parecia estar procurando alguém...


Eu não estava correndo.


Nathaniel: Você estava procurando alguém?


Talvez sim... (Se ao menos este alguém tivesse aparecido antes que eu encontrasse você...)


Nathaniel: Eu espero que essa sua agitação não tenha nada a ver como que aconteceu ontem à noite lá em casa.


N-Não.


Nathaniel: Certo. Eu repito: tudo aquilo não tem nada a ver com você não tente se intrometer nessa história, está bem?


Sim...


Nathaniel: Obrigado.


(Terminar a conversa)


Escadaria


Armin: Tem dias que dá vontade de matar um!


Eu não sabia que você era tão radical!


Armin: Ah, mas perder no LoL por causa da conexão, não tem nada mais frustrante...


Ah, eu gosto deste MOBA.
Tem coisa pior no mundo, eu acho.
Lol, tipo... Achar graça?


Armin: Você joga Lol também?


De vez em quando.


Armin: Qual o mapa que você prefere?


Twisted Treeline.
Howling Cavern.


Armin: Muito boa escolha.


(Terminar a conversa)


Escadaria


Ah, você está aqui!


Lysandre: Você estava me procurando?


Eu preciso... Preciso te dizer algo. Eu não sabia com quem falar...


Lysandre: Do que se trata?


Você sabe que eu dormi na casa da Ambre e do Nathaniel ontem à noite...


Lysandre: Sim, é verdade, sua chegada não foi discreta.


Bom... Eu consegui ser convidada pela Ambre para poder verificar uma coisa. É sobre o Nathaniel.


Lysandre: Continue...


Há um bom tempo... eu tinha minhas desconfianças. Eu achava que o Nathaniel passava muito tempo estudando e ele me falou que ele fazia isso pelo pai.


Lysandre: Eu acho que isto não é segredo. É de conhecimento geral que o pain dele é severo.


é bem mais do que isso... Você se lembra do dia que eu me escondi no vestiário para... para tentar ver sua tatuagem?


Lysandre: Eu não esquecerei tão cedo...


(Fiquei vermelha só de pensar...) P-Pois bem, neste dia, foi o Nathaniel que chegou no vestiário.


Lysandre: Eu me lembro também.


Foi ai que eu pude reparar... que o Nathaniel tinha marcas roxas no corpo.


Lysandre: Marca roxa? Mais o que isso tem a ver com o pai dele?


Vou te explicar. Quando dormi na casa dele, eu pude confirmar a teoria que eu tinha há algum tempo... Eu ouvi o Nathaniel brigando. Eu mesma ouvi um som que parecia um golpe.


Depois eu fui ver o Nathaniel e... ele confessou que o próprio pai batia nele.


Lysandre: Você tem certeza do que está falando? Porque se é isso, é muito grave.


Tenho certeza absoluta! O Nathaniel me fez prometer não falar nada, mas eu não posso... É-É muito pesado para guardar isso sozinha.


Lysandre: Setia difícil para qualquer um.


E-Eu não sei o que fazer, Lysandre.


Lysandre: Você precisa ligar para o disque 100.


Você tem certeza?


Lysandre: É o único meio de ajudar o Nathaniel, pois ele não pode afrontar o próprio pai sozinho, o que é compreensível.


(Eu não queria chegar a este extremo, mas acho que não tenho escolha. O Nathaniel não irá fazer nada sozinho e eu não posso ficar sem fazer nada.)


Você tem razão... Eu vou fazer isso.


Lysandre: E você não terá que resolver isso sozinha. Eu estarei ao seu lado, para ajudá-la.


Eu não sei como te agradecer...
Você tem certeza? Você não é obrigado, sabia...


Lysandre: Você não precisa se preocupar. Você já mostrou confiar em mim me contando esta história, já é muita coisa.


(Terminar a conversa.)


Corredor 2


Peggy! Hum... Qual a novidade?


Peggy: Você quer saber qual é a novidade? Quanto mais eu penso, menos eu acredito na desculpa esfarrapada que você me deu há pouco. Tem alguma coisa errada.


Você é muito desconfiada.


Peggy: Faz parte do meu trabalho!


(Próximo)


Lysandre: Peggy, se não for pedir muito, eu e a Docete gostaríamos de ficar sozinhos.


(Próximo)


Peggy: Vocês querem ficar sozinhos. Os dois?


Você está com o raciocínio lento hoje.


(Opa... Os olhos dela começaram a brilhar de uma maneira bem estranha.)


Peggy: Eu entendi muito bem... Eu não quero incomodar por mais tempo. Divirtam-se juntos.


(Terminar a conversa.)


Sala de Aula B


Lysandre: É muito arriscado telefonar daqui, as paredes têm ouvidos.


Concordo com você... Mas para onde podemos ir?


Lysandre: Por que não no centro da cidade? Tem uma cabine telefônica.


Ainda existem cabines telefônicas?


Lysandre: Ainda bem que resta pelo menos uma. Eu pude telefonar várias vezes nela, visto que eu perco meu celular frequentemente.


(Ah, ah, nem me surpreendo mais.)


Ok, vamos.


(Eu segui o Lysandre para o centro da cidade.)


Lanchonete


Lysandre: A cabine não deve estar longe.


Verdade que não é má ideia telefonar de uma cabine... Pelo menos ninguém saberá quem ligou.


(Nós andamos alguns metros antes de encontrar a famosa cabine.)


Lysandre: Sou eu quem vai ligar. Eu acho que você não precisa ter uma responsabilidade suplementar.

Não, gentileza sua, mas sou eu quem deve ligar.
Eu... Bom, está bem.


(Lysandre colocou o cartão no telefone e discou o número 100. Ele não preisou colocar um cartão, a ligação é gratuita.)
(De repente, eu parei para pensar.)


Espere, eu que vou telefonar. Eu sou uma testemunha, eu poderei explicar melhor a situação.


Lysandre: Oh... Você tem razão. Eu não tinha visto desta maneira.


(Ele me passou o telefone. De repente, tive medo que ele me deixasse sozinha.)


Mas por favor, não vá embora.


Lysandre: Eu8 não tenho a intenção.


(Eu sorri, aliviada.)




(O Lysandre ficou do meu lado na cabine até que a conversa terminou, com as mãos sobre os meus ombros. Eu confesso que isto me acalmou.)
(Após alguns minutos de espera, eu fui atendida por alguém e expliquei a situação. E claro, eu precisava de provas. Para consegui-las, alguém seria enviado paar a casa do Nathaniel.)
(Ou seja, a chamada não aparece na fatura telefônica. Não adiantou muita coisa telefonar de uma cabine telefônica!)


Lysandre: Eles irão enviar alguém?


Isso. Eles vão observar um pouco a família e fazer algumas perguntas para entender a situação.


Lysandre: Já é um bom começo.


Espero que tudo isso não seja me vão.


Lysandre: Mesmo se eles não encontrarem nada, talvez o Nathaniel terá coragem de faalr dos seus problemas.


Talvez...
Tenho minhas dúvidas...


Lysandre: Se não for o caso, tenho certeza que encontraremos outro jeito. Não se preocupe.


Sim... Vamos ver.


Lysandre: Você quer que eu te acompanhe? Eu confesso que não estou à vontade com a ideia de te deixar sozinha com estes pensamentos negros.


Gentileza sua, vamos então.


Apê


(Que dia difícil...)


Lysandre: Podemos chamar este dia de exaustante.


É a palavra certa! Espero que tudo isto termine logo. 


Lysandre: Devemos ser pacientes, o procedimento deve levar um tempo.


Infelizmente, você tem razão.


Lysandre: Sinto muito, mas eu preciso te deixar. Daqui até que eu chegue em casa, a noite já vai ter caído.

Ok. Até amanhã. Obrigado por ter me acompanhado!
Tente não se perder desta vez, para variar!


Lysandre: O prazer foi todo meu. Até amanhã.


(Terminar a conversa.)


Meu Quarto


(Quando cheguei ao meu quarto, eu me deitei na minha cama para pensar um pouco no assunto. Eu tinha finalmente feito algo. E mesmo se tive medo, pelo menos eu não estava sozinha. Eu fiz bem em falar.)


Lucia: Boa noite, querida.


Boa noite, mãe.


Lucia: Você parece preocupada.


Não, é só que... O ritmo das aulas está intenso. Temos muitos exercícios para fazer.


(Ganhei o concurso de maior mentira do mundo... Eu nunca me senti tão distante dos trabalhos escolares...)


Lucia: Não seria o rapaz que te acompanhou esta noite, o verdadeiro "problema"? Eu me lembro bem dele, nos vimos no dia da visita à escola.


Mas... Como você sabe que um rapaz me trouxe aqui?


Lucia: Eu ouvi vozes perto da porta de entrada. Eu não pude deixar de olhar pela janela.


Oh... Bom, não. Não é o problema. Estávamos apensa querendo... conversar.


Lucia: Sei... Eu já tive sua idade, sabia? Você poderia se abrir mais comigo.


Mãe, eu não tenho nada a dizer... Olhe, eu tenho que fazer os meus deveres...


Lucia: Eu entendi, vou te deixar tranquila. Saiba que você pode me contar tudo, se precisar.


Eu sei.


(Eu acho que fiquei um pouco pensativa pelo resto da noite. Meus pais perceberam que algo não ia bem, mas eles não insistiram muito.)
(Alguns dias se passaram e pelo comportamento do Nathaniel, nada tinha acontecido ainda. Aos poucos eu acabei voltando ao ritmo normal e foi com o coração mais leve que eu me levantei de manhã para ir à escola.)


Corredor Principal


Peggy: Você!


(Oh, não acredito, ela nunca vai largar do meu pé!)


Peggy: Eu tenho CERTEZA que você sabia de tudo.


Do que você está falando?


Peggy: O Nathaniel e os pais dele foram convocados pela diretora hoje pela manhã. Eles ainda estão na sala dela. Eu não consegui entender o motivo direito, mas não parece ser uma boa razão... Pelo menos para o Nathaniel.


(E você parece estar contente como uma criança no dia do natal...)


Peggy: Então, agora você vai me explicar o que está acontecendo, visto que todo mundo vai ficar sabendo mesmo.


NÃO!


(Eu preciso saber o que está acontecendo.)


Corredor 2


(Estou ouvindo pessoas conversando na sala da diretora. Eu conheço essa voz, eu acho que é...)


Nathaniel: Ei!


A-Ah! Você está aí...


Nathaniel: Eu não acredito que você esteja escutando atrás da porta após tudo o que você fez.


Nathaniel, escute-me... O que eu fiz foi por você. Para te ajudar...


Nathaniel: Eu te pedi para nunca comentar sobre o que tinha descoberto. Mas claro, é mais forte do que você. E desta vez você foi longe demais.


E-Eu...


Nathaniel: Por sua culpa. Tudo está pior do que antes. O serviço social chegou lá em casa e agora até o corpo docente se meteu na história!


N-Nathaniel... Tudo isso foi para te ajudar. Alguém tinha que fazer alguma coisa!


Nathaniel: Você foi muito idiota. Eu te disse que não precisava de ajuda! Por sua culpa, o meu pai corre o risco de perder tudo o que tem. Imagine se ele for preso?!


(Eu nem tenho coragem de falar nada...)




Nathaniel: A Ambre está transtornada, ela não entende o que está acontecendo. E minha mãe se recusa a falar com o meu pai, como se ele a envergonhasse.


(Ela deveria ter agido há tempo...)


Tudo o que eu queria era consertar tudo...


Nathaniel: Parabéns, mais uma vez você conseguiu o que queria! Sem nenhuma prova, eles não poderão fazer nada mesmo. E eu posso te garantir que eles não encontrarão nada.


(Próximo)


Francis: Nathaniel. Venha, vamos embora. Pelo visto, a diretora não tem mais nada a me falar.


(O pai do Nathaniel olhou para mim. Se o olhar pudesse matar, tenho certeza que eu estaria a seis palmos abaixo da terra.)
(Eles foram embora justamente com a mãe do Nathaniel, deixando-me parada no mesmo lugar, completamente perdida.)
(Meu rosto está molhado de lágrimas. As palavras do Nathaniel me chocaram tanto que eu estou com dificuldades para respirar.)


Vestiário


(Eu me deitei no chão, incapaz de ficar em pé por mais tempo ou de deter minhas lágrimas. Eu estava convencida de que ninguém tinha visto a cena, mas...)


Lysandre: Docete?


(Eu levantei a cabeça, surpresa.)


L-Lysandre? O que você está fazendo aqui?


Lysandre: Eu vi tudo. Não poderia te deixar sozinha depois do que assisti.


O Nathaniel estava certo... Eu nunca deveria ter me metido nesta história. Eu machuquei muita gente...


Lysandre: Não, você está certa. O Nathaniel estava com muita raiva, incapaz de se dar conta, mas ele vai acabar mudando de ideia.


Mas tudo o que fizemos não adiantou nada... O Nathaniel e o pai dele não irão revelar nada. Tudo o que eu consegui foi piorar ainda mais a situação entre os dois.


Lysandre: Eu estou convencido de que ele é inteligente o suficiente para se dar conta de que está errado. Ele só precisa de um pouco de tempo.


Eu não sei... Eu preferia nunca ter descoberto isso.


Lysandre: Não diga isso. O Nathaniel precisava de ajuda e você teve a coragem de agir corretamente.


Então... Você acha mesmo que agimos certo?


Lysandre: Não tenho nenhuma dúvida disso.


(Próximo)


Lysandre: E saiba que se ele aparecer para falar assim com você novamente, eu não deixarei.


Lysandre, eu...


Lysandre: Não fique triste. Você tem motivos para se orgulhar do que fez, Docete.


(Terminar a conversa.)



Ginásio


Rosalya: Por que você não comentou isso comigo?


O-O que... Você ouviu tudo?


Rosalya: Eu estava passando pelo corredor quando o Nathaniel falou daquele jeito. Depois, eu te segui para falar com você, mas alguém chegou primeiro. Pelo que eu pude ouvir, não foi tão difícil entender tudo o que está se passando.


Olha, Rosa, eu não queria falar para muita gente. Depois do que aconteceu comigo e a Debrah, eu preferi nunca mais correr o risco de ver todo mundo se virar contra mim...


Rosalya: Você não está falando sério, está?


Eu...


Rosalya: Você já esqueceu o que EU fiz quando o caso Debrah veio a tona? Eu fui a primeira a te apoiar!


Você tem razão... Eu não sei o que passou pela minha cabeça... Eu acho... que eu não estava querendo ver o Nathaniel zangado comigo... mas de qualquer maneira, isso seria impossível.


Rosalya: Nem fale! Mas pelo que eu ouvi, você estava certa. Não havia possibilidade de deixar tudo como estava.


Fico grata por você está do meu lado, mais uma vez.


Rosalya: Eu espero que no futuro você lembre que poderá sempre contar comigo!


(Terminar a conversa)


Grêmio


(Ops! A Ambre e as amigas dela estão aqui.)


Li: Eu não entendo... O que é tão grave que você não queria nem comentar?


(Próximo)


Ambre: ...


(Próximo)


Charlotte: Talvez seja melhor desabafar.


(Próximo)


Ambre: Não tenho nada a dizer, ok? Deixem-me em paz!


(Próximo)


Charlotte: Ambre...


(Próximo)


Ambre: Visto que vocês não entendem nada de nada, sou eu que vou embora!


(A Ambre deu meia volta antes de ir para a porta de saída.)
(Oh, não... Ela vai me ver...)
(Eu quis fugir, mas eu tropecei sem entender bem o que estava acontecendo.)


Ambre: ...


(A Ambre me olhou com olhos marejados de lágrimas antes de sair correndo.)
(Estou quase me sentindo tão mal quanto agora há pouco, quando o Nathaniel me chamou de idiota...)


Sala de Aula A


Melody: Onde está o Nathaniel? Ele devia me encontrar para descobrirmos sobre o próximo conselho de classe...


(Ela não está sabendo de nada... Talvez seja melhor assim...)


Melody: Por acaso você sabe onde ele está?


É... Não, eu não sei de nada...


(Finalmente, eu estou falando a verdade, eu não sei onde ele está. Tudo o que eu sei é que ele não está na escola.)


Sala de Aula B


Iris: Eu vi o Nathaniel saindo da escola com os pais há pouco... Espero que não tenha sido nada grave, mas eles pareciam estar muito aborrecidos.


Eu espero que eles estejam bem...


Iris: Oh, não fique preocupada, Docete. Se realmente algo tivesse acontecido, eu tenho certeza que a diretora nos diria.


(Ou não.)
(Vários dias se passaram e o Nathaniel não aparecia na escola. Eu comecei a ficar paranoica, imaginando que o pai dele estivesse fazendo-o sofrer ainda mais, com o único objetivo de se vingar do que eu tinha feito.)
(É ridículo, mais fico com medo de encontrar o Nathaniel ou o pai dele quando saio da escola à tarde...)


Lanchonete


(Pare de ficar assim tão estressada... Está cheio de gente aqui, nada pode acontecer...)
(Mas o melhor a fazer é andar ligeiro. Eu não vejo a hora de chegar em casa.)


Entrada do Parque


Kentin: Docete?


(Eu percebi uma silhueta se aproximando de mim...)


AHH!! Não, deixe-me em paz, por favor...


Kentin: Calma, sou eu.


Ufa, ainda bem.
Você me assustou...


Kentin: Você não parece estar com o espírito tranquilo...


Está tudo bem. Até mais tarde, m-meus pais estão esperando.


Kentin: Sem problemas.


(Terminar a conversa.)


Meu Quarto


(Esta história está me deixando louca...)


Lucia: Ah. Dicete, você chegou...


(Minha mãe parou de falar ao me ver. Eu devia estar com uma cara muito estranha.)


Lucia: O que está acontecendo? Não me diga novamente que tudo está bem, sei que não é o caso.


É complicado, mãe... E tem a ver com alguém que não quer que eu comente sobre o assunto.


Lucia: Você não precisa me dizer que é. Diga-me apenas o que está acontecendo e talvez eu possa te aconselhar.


Bem, eu... O amigo de uma amiga está com problemas.


Lucia: Hein? Quer dizer que tem a ver com alguém que você conhece graças a uma amiga?


N-Não, eu não o conheço muito. É só que ele conhece alguém que eu conheço e que este alguém me contou os problemas desse outro alguém.


Lucia: Eu me perdi um pouco...


Mas isso não vem ao caso! O que importa é que os problemas são... dessa pessoa.


Lucia: Que tipo de problema?


É grave. O rapaz em questão é espancado pelo pai. Minha amiga descobriu o que estava acontecendo e decidiu denunciar. Mas, as vezes... Ela se arrepende do que fez.


O amigo dela está bem zangado agora. Ele não queria que ninguém ficasse sabendo. V-Você acha que ela agiu bem, mesmo assim?


Lucia: É realmente um assunto bem delicado. Mas a sua amiga agiu certo. Mesmo se o rapaz minimizar o que está acontecendo, ele irá agradecer quando não estiver mais recebendo golpes do próprio pai.


Mas ninguém sabe se eles conseguiram encontrar provas... De qualquer maneira, eu fiz... quer dizer, minha amiga fez isso tudo por nada.


Lucia: O que ela fez terá repercussões, com certeza. Mesmo se ninguém encontrar provas, o rapaz será forçado a pensar no assunto, pois a sua amiga se preocupou com ele. Eu acho que o que ela fez acabará sendo bom para ele, você não acha?


E-Eu não sei de nada. Vale lembrar que tudo o que eu sei sobre esse rapaz foi a minha amiga que me contou.


Lucia: Sei. Pois diga a sua amiga que mesmo se ela estiver sofrendo, ela pode se sentir satisfeita por ter feito o que era o mais justo. Não falar nada, quando alguém está sendo maltratado, é omitir ajuda a uma pessoa que está em perigo.


Eu não tinha visto as coisas por este ângulo...


Lucia: Está vendo? Você fez bem em falar comigo"


Mãe... E se o pai do rapaz se decidisse a... a tirar satisfações com a minha amiga?


Lucia: Seria uma ideia bem estúpida! Ele está em observação, seria uma péssima ideia!


Você deve estar certa.


Lucia: Acredite em mim. Sua amiga não precisa se sentir culpada. Muito pelo contrário.


(Finalmente fiquei mais tranquila após ter conversado com a minha mãe. Mesmo que ela não faça ideia do quanto eu estou envolvida na história.)
(No dia seguinte eu voltei para escola um pouco mais calma.)


Corredor Principal


(Mal cheguei e a Peggy já veio para cima de mim.)


Peggy: Você conseguiu fugir de mim nos últimos dias, mas agora eu te peguei! O que está acontecendo com o Nathaniel e os pais dele? Ele não apareceu mais na escola. Eu pensei que todo mundo acabaria sabendo o que realmente tinha acontecido,  mas as coisas andam um pouco devagar para o meu gosto.


Peggy, não cabe a mim falar sobre isso...


Peggy: Cabe a você sim! Ninguém mais sabe o que está acontecendo, a não ser você, pelo que eu pude perceber. Então me diga, o que você fez quando estava na casa deles?


Eu ajudei Ambre a fazer as tarefas escolares, só isso. O fato dos pais dela terem sido convocados na escola não tem nada a ver comigo.


Peggy: Eu não acredito em você. É muita coincidência. Além disso, você tem um dom para perturbar a vida da escola.


E-Eu só vim para verificar que...


Rosalya: Chega! Você não tem obrigação nenhuma.


(Próximo)


Peggy: Docete, estava prestes a me falar de um assunto sério. Você quer nos deixar?


(Próximo)


Rosalya: NÃO! Saia daqui, Peggy. E faça o favor de deixar a Docete tranquila, se não eu te farei engolir todos os artigos que você escreveu!


Peggy: Ok, não precisa rodar a baiana. Tudo será descoberto um dia, vocês duas parecem esquecer este detalhe.


(A Peggy foi embora, visivelmente sem graça com o que a Rosa tinha dito.)


Obrigada... (Ela estava insistindo tanto... Faltou pouco para eu contar toda a história e ter assim um pouco de paz.)


Rosalya: Viu que estou aqui por você?


Sim, é verdade. Tenho que reconhecer que colocar a Peggy para correr é um grande feito!


Rosalya: Tem a ver com a minha autoridade natural.


(Próximo)


Rosalya: Você não tem notícias do Nathaniel?


Se ele tiver que dar notícias para alguém, com certeza não será para mim...


Rosalya: E por que não perguntamos para a Ambre?


A Ambre deve desconfiar que eu tenho a ver com tudo isso. Ela nunca aceitará me falar alguma coisa. Nos períodos normais, ele não faria. Imagine agora...


Rosalya: Eu posso tentar falar com ela. Vamos procurá-la, cada uma por um caminho. Mas se encontrá-la antes de mim, AVISE-ME antes de tentar fazer o que quer que seja.


Está bem.


Sala de Aula A


Alexy: Oi!


Oh, olá, Alexy!


Alexy: Eu estou com a impressão que há anos não te vejo.


Eu... Eu estava bem ocupada nos últimos dias.


Alexy: Ora, qual é a sua desculpa?


Eu te falarei mais tarde.
Eu... Eu tenho um pouco a ver com o "desaparecimento" do Nathaniel.


Alexy: Sério?! Eu desconfiava que algo estava acontecendo. Eu achava que você não queria contar para mim.


No momento não posso falar mais, pois é realmente muito complicado...


Alexy: Tente...


Desculpe-me, Alexy, desta vez eu prefiro não falar nada.


Alexy: Ok, eu entendo.


Eu preciso ir, eu e a Rosalya vamos... vamos tentar fazer com que tudo avance corretamente.


Alexy: Você está em boas mãos. A Rosalya é a rainha dos planos formidáveis!


Concordo perfeitamente.


Alexy: Boa sorte para vocês duas!


Obrigada!


1º Andar


(A Li e a Charlotte! Algo me diz que vou ser completamente ignorada se decidir perguntar onde está a Ambre...)


Charlotte: Fale mais baixo! Se alguém ouvir, a Ambre não irá aguentar.


(Eu me escondi para que elas não me vissem.)


Charlotte: Talvez eles estavam procurando informações na vizinhança.


Li: Não, imagine! Confesse que esta história é bem estranha. Foi a POLÍCIA, Charlotte! Eu vi!


(Próximo)


Charlotte: Fala mais baixou, já te disse! Mas eles colocaram mesmo as algemas, sabe...


Li: Neste caso o pai da Ambre é suspeito, porque eles o levariam!


(Próximo)


Li: Eu não sei de nada, eu não vi! A Ambre não quis falar comigo direito e me disse que não iria para escola hoje.


(Acho melhor eu ir embora antes que elas me vejam. Eu acho que já ouvi o suficiente.)


1ºAndar


Rosalya: Eu não consegui encontrar a Ambre...


Ela não veio para a escola hoje! Eu acabei de ouvir a conversa entre a Li e a Charlotte. A Li estava falando que a Ambre ficou em casa porque a polícia veio buscar o pai dela.


Rosalya: A polícia? Uau, chegou a esse ponto! Você não fez tudo aquilo por nada!


Mas me sinto super constrangida... Você imagina o que deve estar sentindo a família após tudo isso? É horrível...


Rosalya: Ei! Eu te proíbo de sofrer desta maneira. O pai do Nathaniel precisa assumir as consequências do que fez.


(Eu iria me sentir muito melhor se tivesse notícias do Nathaniel... Eu adoraria ir na casa dele para conversar, mas... Eu tenho muito medo de ir sozinha.)


(Eu poderia ir com a Rosa. Eu sei que posso contar com ela.)
(Eu poderia ir com um dos rapazes. Eu acho que me sentirei mais tranquila.)


Eu preciso te deixar, Rosa. Obrigada por sua ajuda.


Rosalya: É normal. Eu tenho que ir mesmo, já tem muito tempo que eu não vejo o Leigh.


Ah, é? Ele viajou?


Rosalya: Não, claro, ele nunca viajaria em mim. Mas é só que não pudemos nos ver desde ontem.


(Que separação longa!)
(O único rapaz que pode me ajudar é o Lysandre. Foi com ele que eu falei sobre o caso do Nathaniel. Eu preciso encontrá-lo.)



Corredor 2


(Estou vendo ele ali.)


Lysandre, eu tenho... Um pedido para fazer.


Lysandre: O que foi?


Eu soube que a polícia veio pegar o pai do Nathaniel hoje de manhã.


Lysandre: Quer dizer que eles descobriram mesmo alguma coisa?


Você tinha dúvida?


Lysandre: Eu tinha dúvidas se eles encontrariam provas suficientes tão rápido. Pelo menos, o Nathaniel está fora de perigo agora.

Justamente, a propósito... Eu gostaria de saber como eles está. Queria ir na casa dele para vê-lo.


Lysandre: Eu não tenho certeza que isso seja uma boa ideia...


Eu comecei tudo isso, eu quero falar para ele que o apoio. Mas confesso que desta vez tenho medo de ir sozinha...


Lysandre: E você gostaria que eu te acompanhasse?

Por favor... Eu sei que você já me ajudou bastante, mas...


Lysandre: Está bem. Seria imprudente da minha parte deixá-la ir sozinha. Ninguém sabe o que pode acontecer.


(Ele não está pensando que o Nathaniel seria capaz de me fazer mal, está?)
(Nós saímos da escola até o ponto de ônibus!)


Ponto de Ônibus Perto de Casa


(Bom, vou ter que pagar o ônibus de novo...)
(Agora vamos ver o Nathaniel.)


Lysandre: É aqui?


É...


Lysandre: Não tenha medo.


(O Lysandre tocou a campainha. De qualquer maneira a minha mão estava tremendo tanto que eu iria cair no ridículo.)


Adélaide: Você? O que você veio fazer aqui de novo?


Eu...


Lysandre: Podemos falar com o Nathaniel. É importante.


(Próximo)


Adélaide:  Meu filho saiu com o meu marido e eles não vão voltar tão cedo.


Talvez eu possa esperá-los...


Adélaide: Não precisa. A senhorita não é bem vinda aqui. Saia antes que eu chame a pol... antes que eu me zangue!


Por favor, pelo menos nos diga como ele está! Há dias que ele não vem na escola...


Adélaide: Ele estaria bem melhor se vocês parassem de persegui-lo! Agora, vão embora!


(Próximo)
(Ela fechou o portão com um gesto brusco.)


Lysandre: Esta mulher não está muito disposta a falar...


Também acho.


Lysandre: Não se preocupe. O Nathaniel vai ter que voltar para a escola um dia desses.


Mas é estranho que ele demore tanto, não acha?
E se a mãe dele estivesse o obrigando a ficar em casa, por vingança?


Lysandre: Ele deve ter conversado com a polícia ou talvez até com o psicólogo... Sem contar que ele vai precisar de tempo para se recuperar. Mas ele vai acabar voltando.


Você deve estar certo.


Lysandre: Temos que ir embora. Não podemos fazer mais nada hoje.


(Próximo)
(Acabamos voltando para casa.)
(No dia seguinte, voltei para a escola.)


Pátio


(Eu não consegui para de pensar em toda essa história... Dormi muito mal novamente... A polícia, a mãe do Nathaniel. E este que não dá notícia... está começando a ficar demais tudo isso.)
(Eu estava me preparando para passar mais um dia na dúvida.)


Rosalya: Docete!


Olá, Rosa.


Rosalya: Adivinhe! O Nathaniel voltou para a escola.


A-Ah! Foi?


Rosalya: Sim! Eu quis falar com ele, mas aquela bisbilhoteira da Peggy já estava em cima dele.


Não tem nada. Eu acho que terei tempo para conversar com ele durante o dia.


Rosalya: Não deixe que ele te trate mal!


(Terminar a conversa)


Clube de Jardinagem


Melody: O Nathaniel me ignorou completamente...


Você sabe onde ele está?


Melody: Não... Ele foi embora quando eu comecei a falar.


(Terminar a conversa)



Sala de Aula A


Kim: Se era para ser tão desagradável, não precisava ter vindo!


Você está falando do Nathaniel?


Kim: Estou! Eu fui entregar uma justificativa de ausência e ele quase me mandou pastar! Eu não sei qual é o problema dele, mas eu espero que ele mude logo este tipo de comportamento!


(Terminar a conversa)


Sala de Aula B


Nathaniel: Eu já estava achando estranho você não ter vindo me ver.


Você já entendeu que tudo isso eu faço porque gosto muito de você?
Você estava me esperando?


Nathaniel: Você não tem o direito de me falar isso. Não após ter me traído.


C-Como você pode me dizer isso? Eu sei que você está passando por momento difíceis, mas... É um mal momento, mas é para o seu bem.


Nathaniel: PARE! Você não tem nenhuma ideia do mal que me fez! A polícia foi lá em casa, Docete, a POLÍCIA! Eles levaram o meu pai e fizeram perguntas. Eu pensei que o meu pai fosse ter um ataque!


Então... Você contou tudo para eles?


Nathaniel: Claro que não! Eu não quero que o meu próprio pai seja preso!


M-Mas Nathaniel... Você está se dando conta do que isso significa? Seu pai vai continuar te maltratando!


Nathaniel: Talvez toda essa história faça-o refletir.


Neste caso, eu não vou me arrepender de ter tomado esta decisão.


Nathaniel: Você não enxerga além do seu próprio umbigo, hein?


(Próximo)


Nathaniel: Minha família está pagando caro com esta história. Minha mãe e minha irmã estão sozinhas. Elas estão completamente desorientadas! Meu pai sempre cuidou delas, da casa, de tudo! Elas não estão entendendo nada!


(Próximo)


Nathaniel: E se, por acaso, todo mundo ficar sabendo o que aconteceu, meu pai perderá o emprego.


Pois então dê um jeito para que tudo isto não tenha sido em vão. Converse com seu pai, talvez ele compreenda à que estava agindo errado.


Nathaniel: É o que pretendo fazer, se quer saber. Meu pai volta para casa hoje à noite. Mas mesmo se as coisas melhorarem entre ele e eu, saiba que nunca irei perdoar o que você fez. Saiba que você foi longe demais.


Nathaniel...


(Ele foi embora, furioso.)


Escadaria


Rosalya: Então, você conversou com ele?


Conversei...


Rosalya: E...?


Toda esta história não adiantou nada... O Nathaniel não disse nada para a polícia, ele não quer que o pai dele tenha problemas.


Rosalya: Que idiota! Ele prefere sofrer do que importunar o pai!


Por um lado, eu acho isso corajoso... Ele espera proteger a mãe e a irmã. Eu tenho a impressão que ele tem medo que elas se sintam perdidas sem o pai.


Rosalya: Corajoso, mas estúpido! O que ele vive é inaceitável! Eu não entendo porque ele não tenta se revoltar nem que seja um pouquinho.


Ele me disse que conversaria com o pai hoje à noite.


Rosalya: Já é alguma coisa. Só nos resta esperar que dê resultado.


(Terminar a conversa)


Corredor Principal


(No dia seguinte eu estava ansiosa para saber se a situação do Nathaniel tinha mudado. Ao mesmo tempo, eu estava com um pouco de medo de conversar com ele...)


Iris: É horrível!


O quê?


Iris: E-Eu... Acabei de ver o Nathaniel... Eu acho que aconteceu alguma coisa com ele...


Onde ele está?


Iris: Ele estava indo em direção ao segundo corredor.


(Terminar a conversa.)


Escadaria


(Ele está aqui! Mas...)


Meu Deus, Nathaniel... Mas o que é isso?... Está com o olho roxo!


Nathaniel: Eu... Eu tentei conversar com ele...


(Ouvimos passos vindos do porão. O Nathaniel parou de falar imediatamente.)


Castiel: Se puderem fazer menos barulho, tem alguém que gostaria de um pouco de tranquilidade...


(Próximo)


Nathaniel: ...


(Próximo)


Castiel: Ora, estranho... Eu não me lembro de ter te dado um soco.



Castiel, agora não.


Nathaniel: Deixa para lá, Docete.



(Próximo)


(O Nathaniel foi embora ele deve estar chateado... Logo o Castiel para vê-lo neste estado.)
(Pronto, estou sentindo meus olhos encherem de lágrimas. Desta vez, ele não poderá me dizer para deixá-lo tranquilo, eu sei que me meti demais, mas eu tenho que apoiá-lo.)


Sala de Aula B


Nathaniel, por favor, fale comigo. (Eu tentei enxugar minhas lágrimas para que ele não visse, mas eu acho que isso não adiantou nada.)


Nathaniel: Não precisa dizer nada, Docete. Eu conversei com o meu pai, para fazê-lo entender que ele... que ele foi longe demais comigo.


(Pelo menos o Nathaniel acabou entendendo que a situação não era normal!)


Nathaniel: Mas não funcionou. A situação foi ficando cada vez pior e... aqui está o resultado.


(Próximo)


Castiel: Eu posso falar uma coisa?


(Próximo)


Nathaniel: Cara, mas o que te deu para ficar nos seguindo?


(Próximo)


Castiel: Eu não quero dar uma de Peggy, mas pela sua cara o papo que está tendo com a Docete, eu não pude deixar de tirar as minha conclusões.


(Próximo)


Nathaniel: Eu não sei o que você tem a ver com isso.


(Próximo)


Castiel: Precisamos conversar, cara.


(Próximo)


Nathaniel: E se eu não estiver a fim de falar com você?


Castiel: Você não tem escolha. Chegou a hora de alguém te tirar dessa bagunça.


(O Nathaniel acabou aceitando. Eles saíram da sala e eu não tentei segui-los. Eu acho que é melhor eles ficarem sozinhos.)
(É melhor eu explicar a situação a Rosa. Ela pode não gostar de saber que não contei para ela.)


Corredor 2


Melody: Alguém deu um murro no Nathaniel... Eu acho que tem a ver com o Castiel... Eles estão conversando há um bom tempo, sozinhos.


Não pense nisso, o Castiel é um cara legal. (Não acredito, ela fica de olho no Nathaniel assim como a Ambre fica de olho no Castiel.)


Melody: Dá para perceber que você não os conhece bem...


(A Melody parece... diferente.)


Corredor Principal


Iris: O melhor é não ficar muito por aqui, a diretora parece furiosa...


O que aconteceu?


Iris: Eu não sei, mas eu prefiro ficar fora disso.


(Terminar a conversa)


Corredor principal


Diretora: ... Inadmissível! Em toda a minha carreira eu NUNCA vi nenhum aluno se comportar desta maneira!


(Próximo)


Peggy: Mas, senhora... Não é o que a senhora está pensando, eu estava apenas... 


(Próximo)


Diretora: E onde ela estava? Deitada embaixo do sofá dos professores?!


(Próximo)


Peggy: Eu...


(Próximo)


Diretora: Eu não vou tolerar isso, senhorita Peggy! Você será punida por 3 horas!


(Talvez ela tenha tentado ouvir o que eles comentavam sobre o Nathaniel... Mas a situação acabou se voltando contra ela.)


Pátio


Rosalya: Por que você está sorrindo sozinha?


É a Peggy... Ela acabou de levar um carão da diretora e foi punida! Parece que ela estava escondida embaixo do sofá da sala dos professores!


Rosalya: Uau... Ela está cada vez indo demais longe demais para conseguir uma informação de primeira mão.


Nem fale. Eu acho que ela estava querendo saber porque o olho do Nathaniel estava roxo daquele jeito.


Rosalya: E você? Pôde conversar com o Nathaniel?


Sim. E o Castiel apareceu. Ele deixou a entender que ele tinha uma solução.


Rosalya: Puxa! Tudo pode acontecer! Se o Castiel começa a ajudar o Nathaniel, em breve o Armin vai começar a cuidar das plantas!


Eu acabei deixando-os sozinhos. Após tudo o que o pai do Nathaniel causou, espero que o Castiel consiga mesmo fazer um milagre.


Rosalya: Vamos cruzar os dedos!


(Eu sei que eu deveria ficar um pouco distante, mas eu quero saber o que o Castiel disse para o Nathaniel.)


Sala de Aula B


Ambre: Mas... Eu nunca tinha visto nada... Eu não entendo...


Nathaniel: Eu acho que, no fundo, ele sabia que o que ele fazia não era aceitável. Ele não queria que nem você ou a mãe vissem.


(Próximo)


Ambre: Eu gostaria que tudo voltasse como era antes...


Nathaniel: Pense bem, você está falando isso porque para você estava indo bem. Para mim, não era o caso. Pelo menos agora eu tenho uma chance de fazer com que tudo avance. É a melhor solução.


(Eles ainda ficaram conversando por um curto instante. Eu fiquei silênciosa, tentando entender quais eram os planos do Nathaniel.)


Ambre: S-Sim, está bem.


Nathaniel: Nos vemos mais tarde, Ambre.


(O melhor é eu ir embora antes que um dos dois perceba que estou aqui.)


Escadaria


Então, vocês encontraram uma solução?


Castiel: Sim. Mas você não parece nada bem.


Não mesmo... Eu acho que o Nathaniel vai me detestar por um bom tempo, por causa dessa história.


Castiel: Tem uma coisa que eu não consigo entender. Por que ele ficaria com raiva de você? Não é por sua causa que o pai dele é violento assim.



Claro que não. Mas eu liguei para o disque 100... Foi por isso que eu convenci a Ambre a me convidar para dormir na casa deles... Eu desconfiava de algo.


Castiel: Você deve ter batalhado para que ela aceitasse isso.



Não tanto. Eu apenas dei um kit de maquiagem. (Eu não estou com muita vontade de contar o acordo.)


Castiel: Patético.



Antes ela tinha proposto outra coisa...


Castiel: Como assim?



Ela queria que eu nunca mais me aproximasse de você.


Castiel: E você recusou?



Claro que sim! Senão, o que kit de maquiagem estaria fazendo nesta história?


Castiel: Que proeza! Você é capaz de tudo para não se separar de mim.


Você está sonhando, meu caro.


Castiel: Então por que você ficou toda vermelha?


Eu não estou vermelha!


Castiel: Agora está.


Podemos falar de outra coisa que não seja a cor das minhas bochechas? O que vai acontecer com o Nathaniel?


Castiel: Não sou eu quem deve falar com isso com você. Não fique no pé dele no momento, quando aquele idiota se decidir, ele vai falar com você.


V-Você está brincando? Eu tenho o direito de saber, eu também me envolvi nesta história... Quer dizer, de uma maneira.


Castiel: Tudo o que eu posso dizer é que se tudo der certo, o seu "representante de turma" vai ficar tranquilo... de uma vez por todas.


Você não vai propor nada ilegal, hein?...


Castiel: Era a única coisa que deveria ser feita...


O-O quê?!



Castiel: Acalme-se, estou brincando. Bom, preciso ir agora. Eu não vou passar meu dia falando nisso.


Obrigado por ter deixado seu rancor de lado para ajudá-lo.


Castiel: Um dia talvez você vai entender que eu não sou necessariamente o pior dos dois.


(Terminar a conversa)


Pátio


(Nos dias seguintes Nathaniel continuou ausente. Eu imagino que deve demorar até que ele solucione os problemas.)


Grêmio


Ambre: ...


É... Oi...


(Ela foi embora desviando o meu olhar e sem ao menos me empurrar. Pelo jeito, ela não se conformou com a decisão do irmão.)


Sala de Ciências


Rosalya: A Ambre está muito mal depois que descobriu o que acontecia com o irmão dela.


Nem fale... Acabamos de nos bater e ela nem falou comigo.


Rosalya: Pelo menos ela não te considera mais como o bode expiatório dela.


Eu nunca pensei falar isso um dia, mas antes era melhor. Pelo menos eu não tinha essa sensação desagradável de ter destruído a família dela.


Rosalya:  Ah, não! Não venha de novo com essa história! A próxima vez que voc~e se sentir culpada na minha frente, eu te belisco!


O-O quê?


Rosalya: E não estou brincando.


(Terminar a conversa)


Sala de Aula B


Iris: É... Eu...


Armin: Como assim, você nunca assistiu Star Wars?!


(Próximo)


Iris: Também não.


Armin: E nem mesmo a série?


(Próximo)


Iris: M-Mas não... Eu não gosto muito disso, sabe...


Armin: Você realmente não tem nenhum conhecimento em ficção científica.


Armin, eu acho que a Iris está se sentindo agredida.


Armin: Sou eu quem deveria me sentir agredido! Você se deu conta que ela nem sabe porque houve a guerra dos clones!


E daí? Eu também não.
Isso acontece...
Podemos tentar explicá-la.


Armin: Você, então! Eu abandono.


Você que começou, por que isso? Ainda mais com um tema tão delicado!


Armin: Você não deveria fugir assim.


eu sou uma péssima aprendiz, Dark Armin.


Iris: E-Eu acho que vou deixá-los a sós.


Não, fique. Ele vai te ensinar tudo. (Eu empurrei a Iris na direção do Armin e fui embora.)


Pátio


(Os dias se passaram, mas o Nathaniel não parecia. A Ambre deu a entender as amigas que ele não iria demorar para voltar as aulas e a novidade se espalhou pela escola.)


Rosalya: Docete?


Oh, é, sim? (Eu tenho mesmo que parar de ficar perdida nos meus pensamentos deste jeito!)


Rosalya: Tem alguém que gostaria de conversar com você.


(Próximo)



Ps: Se quiserem me add no amor doce é só enviar o covite paraEmilyCrisly.