segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Amor Doce: Episódio 27

Montanha Russa Sentimental


Neste episódio o loveômetro é o fator decisivo! Ele irá determinar por qual dos rapazes (Nathaniel, Castiel, Lysandre, Armin ou Kentin) a sua docete se apaixonou.


(Próximo)


O seu maior loveô é com o Armin. Mas você pode aumentar o loveô de um outro rapaz para que sua docete fique com ele.


(Próximo)


Mas cuidado, há uma condição! Você só poderá escolher dos rapazes que tem mais de 80 de loveô com você.


(Próximo)


Você quer alterar o seu maior loveô?


Não, obrigada. Eu vou ficar com o Armin.
Sim, por favor!


A sua escolha foi confirmada. O seu maior loveô já está salvo. Tenha um bom jogo.


Obrigada!


(Foi um piquenique bem interessante...)
(Quando a Iris e o Thomas foram embora, tudo ficou mais calmo.)


Armin: Bom, não foi como planejamos, mas acabamos nos divertindo!


Verdade! Só que agora preciso ir embora, está tarde...


Armin: Hum, que pena... Eu te levo.


Obrigada!


Em Frente ao Apê


(Nós conversamos durante todo o percurso, animados. Eu estou com a impressão de que este piquenique nos aproximou mais.)


Bom, é... Até a próxima então...


Armin: Ei, espere um pouco...


(O Armin está estranho...)


Tem certeza de que está tudo bem?


Armin: Sim, mas é que...


(Ele parou de falar e pegou a minha mão, me olhando diretamente.)


Lucia: Docete?


M-Mamãe... (Nós nos separamos um do outro rapidamente.)


Lucia: Desculpe te interromper, é a sua tia Agatha no telefone querendo falar com você. Eu vi pela janela que você estava na entrada, então...


(Minha mãe está com um olhar de vencedora... Eu só estou com vontade de entrar na minha casa e me trancar no quarto.)


Ah, bom, ok... Já estou indo.


(Eu me despedi e fui logo para o meu quarto, com o telefone na mão.)


Agatha: ***Alô?***


Oi, tia...


Agatha: ***Eu espero que você esteja bem! Você não vai acreditar no que aconteceu comigo!***


O que foi?


Agatha: ***Bom, eu estava descendo do ônibus e PÁ! As portas se fecharam nas minhas asas! Você consegue imaginar o medo que eu senti?***


É, eu imagino sim...


Agatha: ***E o bobo do motorista que não percebeu nada... Eu tive que correr uns dez metros  antes que ele se desse conta de alguma coisa!***


(Eu ouvi a minha tia sem prestar muita atenção, pois já estava acostumada com suas histórias loucas. Além disso, ainda estava perturbada por ter sido interrompida pela minha mãe quando estava conversando.)
(Eu mal desliguei o telefone quando minha mãe entrou no meu quarto com um ar bem curioso.)


Lucia: Mas veja você, Docete...


O que foi?


(Eu não queria ser insolente, tentei até falar com um tom neutro, mas eu já sabia que a minha mãe ia falar sobre o que viu. Eu não pude deixar de ficar irritada.)


Lucia: Sabe, eu estou achando você bem calada nos últimos tempos... Antes você me falava muitas coisas, mas desde que nos mudamos para esta casa, você está sempre distante.


Você já me disse isso... Estou bem ocupada nestes últimos meses, não é nada grave.


Lucia: Se você tem um namorado, saiba que pode me contar. Estou com a impressão de ser uma péssima mãe, sério!


Eu posso te garantir que não tenho nenhum namorado. Qualquer um dos meus amigos pode te confirmar isso.


Lucia: Eu não sou cega. Já vi você com esse rapaz várias vezes: ou ele te traz aqui em casa ou ele vem te pegar aqui. Isso significa alguma coisa.


(É verdade que ela viu algo similar antes da minha ida ao petshop... Estou um pouco constrangida agora...)


Lucia: Se você gosta dele, ele precisa saber. Eu sei que não é nada fácil, mas eu posso te dar alguns conselhos. Eu mesma quando estava na escola...


(Oh, não! Não quero ouvir nada disso...)


Mãe!! Eu... Eu tenho muita coisa para fazer, ok...?


Lucia: Eu não queria te deixar constrangida, minha querida. Só queria que você soubesse que estou aqui se você quiser conversar sobre o assunto.


Mas agora não preciso mesmo, eu NÃO tenho namorado.


Lucia: Bom... Como queira.


(Minha mãe saiu do quarto e eu me joguei na cama com um longo suspiro.)
(Eu fiquei um pouco nervosa na hora, mas também estava realmente constrangida...!)
(É verdade que o piquenique foi bem mais do que uma saída entre colegas...)
(Eu não vou mentir, já faz um bom momento que é assim...)
(Eu fico desorientada toda vez que o Armin está por perto.)
(Não pensamos sempre da mesma maneira, mas eu acho que a irrelevância dele me conforta de uma certa maneira.)
(Mas já nos conhecemos a tanto tempo... Com certeza ele já teria dito algo claramente se meu sentimento fosse reciproco...)
(Eu tive dificuldade para dormir, pensando em todas essas coisas...)
(Essas histórias de rapazes estão começando a me perturbar... Eu acho que o melhor é desabafar com alguém.)
(Afinal de contas é o que toda garota faz... Mas confesso não gostar muito dessa ideia. Se meus sentimentos não forem recíprocos e ele não gostar de mim, a pessoa que ouviu o meu desabafo vai saber que estarei muito envergonhada.)
(De qualquer maneira, não tenho dúvida sobre a minha futura confidente...)
(A Rosa sempre esteve presente nos momentos difíceis.)
(Além disso eu ajudei o Leigh, eu tenho certeza de que ela ficará feliz em me aconselhar e me ajudar também.)
(Eu marquei com a Rosa na lanchonete, para o dia seguinte.)
(Eu falei que gostaria de dar uma volta e ela aceitou contente.)
(O melhor é eu ir agora.)


Lojas


Alexy: Ei! Tudo bem?


Oh, tudo e você?


Alexy: Tudo bem. Para onde você está indo?


Estou... Indo encontrar a Rosa.


(Eu espero que ele não fique chateado por não tê-lo convidado..)


Alexy: Ah ah! Uma reunião para mulheres, hein?


Mais ou menos isso.


Alexy: Pois fique sabendo que eu vou participar de uma reunião para homens!


Ah, é? Com quem?


Alexy: Eu na casa do Kentin. Temos que fazer o trabalho de português juntos essa semana, precisamos trabalhar.


Ah, é mesmo.


(Bom, pelo menos o Alexy não vai ficar zangado comigo.)


Alexy: Não fique com inveja.


Não estou com inveja.
Pff, confesso que estou um pouco. Mas preciso conversar com a Rosa.
Com inveja do trabalho de português?


Alexy: Que pena, não é mesmo. Bom, você não vai perder muita coisa. Vamos fazer os deveres da escola, não chega a ser uma festa.


Enquanto isso, eu e a Rosa iremos conversar tranquilamente na varanda da lanchonete.


Alexy: Parabéns, agora sou eu quem estou com inveja. Bom, preciso ir, até mais!


(Terminara  conversa)


Lanchonete


(A Rosa não chegou ainda.)
(Eu vou sentar e pedir um refrigerante.)
(De repente, eu vi uma silhueta familiar passar na frente da lanchonete...)
(Ambre!)
(Não acredito, parece que todo mundo resolveu sair hoje.)
(Para onde será que ela está indo?)
(Nem vou me meter, prefiro ficar aqui e esperar a Rosalya. Além disso, não sei nem para que lado a Ambre foi.)


Rosalya: Olá!


Ah, olá, Rosa!


Rosalya: Desculpe pela demora, eu levei um tempo para me preparar.


Não se preocupe. Está tudo bem?


Rosalya: Está sim, estou quase terminando de fazer um vestido e estou super orgulhosa. Eu vou te mostrar quando tiver terminado, se você quiser.


Sim, vou querer ver sim.


Rosalya: E você, como foi seu começo de semana?


(Eu não pude deixar de ficar vermelha.)


Rosalya: Você fez alguma besteira, não?


N-Não, não fiz nada!


Rosalya: Docete...


Espere, vou explicar.
Eu preciso te dizer que... bem, eu gosto de alguém.


Rosalya: Não me surpreende.


Sério?


Rosalya: Sério. Eu posso até adivinhar quem.


Você está rindo de mim?


Rosalya: É o Armin.


(Eu quase engasguei com o refrigerante.)


M-Mas como você sabe disso?


Rosalya: Algumas coisas são bem evidentes. Talvez você nem se dê conta, mas está na cara que você gosta dele.


(Deve ser mesmo...)


Ontem eu fui a um piquenique com ele... Quanto mais ficávamos juntos, mais difícil é para mim esquecê-lo...


Rosalya: Mas por que você quer esquecê-lo? Você tem cada ideia, viu?


Porque se ele não estiver sentindo o mesmo por mim, vai ser como um tapa na cara. Eu prefiro não ficar imaginando coisas.


Rosalya: 1ª aula: não devemos admitir uma derrota se não há uma boa razão para isso. Enquanto ele não demonstrar claramente que não está interessado em você, eu me recuso a pensar assim. Além disso, francamente, ele tem um jeito diferente quando se trata de você.


Mas esse é o Armin... Ele vive no mundo dele. Algumas vezes eu me pergunto se ele quer mesmo se envolver com alguém.


Rosalya: Não fale bobagens, uma pessoa com juízo nunca diz não ao amor!


("Dirá não ao amor"?!)


Rosa, você está se sentindo bem?


Rosalya: Ok, eu estou exagerando um pouco, mas você entendeu onde eu quero chegar. Se Armin gostar tanto de você quanto você gosta dele, não há motivos para que ele te ignore.


Mas como farei para que as coisas aconteçam?


Rosalya: Hum... Confesso que o Armin é um enigma para mim... Eu andei um pouco com ele, mas para mim é como um extraterrestre. Dê um jeito de ir para a casa dele jogar um pouco?


Eu não sei... Se eu for para a casa dele, o Alexy vai estar por perto. Vou ficar sem graça...


Rosalya: Gente... Se para tudo você tem um desculpa, aí fica difícil! Falando em Alexy, por que você não procura se informar com ele? Se o Armin sente algo por você, talvez ele tenha falado com o irmão.


Sabe, eu não estou com muita vontade de falar com todo mundo sobre isso, já é difícil ter que contar para você...


Rosalya: Eu estou com a impressão de que você se tortura inutilmente. Não é nenhum pecado gostar de alguém! Muito pelo contrário!


Eu sei, mas se o Armin descobre que eu gosto dele, mas não sente nada por mim... Eu corro o risco de perder um amigo... E isso eu não quero de jeito nenhum!


Rosalya: Pois saiba que no amor temos sempre que correr riscos. Senão ficaremos velhinhas e sozinhas com nosso peixinho no aquário...


Ok, entendi... Mas se eel gosta mesmo de mim, ele já teria me falado, você não acha? Ele é menos tímido do que eu...


Rosalya: Sabe, ao contrário do que todo mundo pensa, na maioria das vezes são as meninas que dão o primeiro passo. Foi o que eu fiz, com o Leigh.


Hein?


Rosalya: Foi sim, estou falando a verdade.


Você nunca me contou como vocês se conheceram...
Tem que ter muita coragem para fazer isso...
Eu sou incapaz de fazer como você...


Rosalya: Ah, sim, é verdade.


(Próximo)


Rosalya: Foi há quase dois anos. Eu andava um pouco com o Lysandre e ele nos apresentou.


(Próximo)


Rosalya: Vendo que eu era apaixonada por moda, o Leigh me falou de um concurso de estilismo amador que ele iria participar.


(Próximo)


Rosalya: Eu decidi participar também... Eu não era tão ruim, eu estava até bem classificada... Mas o Leigh ganhou. Com o dinheiro do concurso ele conseguiu terminar a abertura da loja. Eu me apaixonei por ele nesse momento.


Ah ah! Você não ficou com inveja dele ter vencido?


Rosalya: Um pouco, no momento,não vou mentir. Mas eu estava maravilhada pelo trabalho dele. Quando a loja abriu, eu fui dar uma volta por lá e comecei a conversar com ele.


Você disse logo de cara?!...


Rosalya: Não, claro que não, tem que saber jogar com sutileza. Eu voltei várias vezes, mas ele era muito tímido. Por isso, eu tive que convidá-lo para sair.


Você agiu certo. A prova é que... vocês formam um casal bem unido.


Rosalya: Sim! Estamos cada vez mais unidos, desde que você nos ajudou a passar por aquele momento difícil logo quando você chegou aqui na escola. 


Vocês iriam conseguir sair dessa situação sem a minha ajuda. Vocês foram feitos um para o outro, é evidente.


Rosalya: Bom, tudo isso para dizer que se você quer mesmo algo, você tem que lutar pir ele.


(Eu olhei para ela, pensativa.)
(Eu sei que ela está certa.)
(Mas eu nunca pedi para alguém sair comigo.)
(Eu tive um outro casa na minha escola antiga...)
(Mas eram sempre os outros rapazes que tomavam a iniciativa.)
(Eu tenho a impressão de que vou morrer de vergonha se por acaso eu levar um fora...)
(A Rosa ainda tentou me motivar durante uma boa hora.)
(Eu disse que precisava de tempo para me preparar psicologicamente... E também que estava esperando o bom momento.)
(Eu quero ter certeza de que tudo vai correr bem.)


Rosalya: Bom, nos vemos amanhã. Mas saiba que isso não fica assim!


Disso eu não duvido... Boa noite, Rosa.


Meu Quarto


(Fiquei mais tranquila agora depois de ter desabafado com a Rosa.)
(O único porém é que agora ela está esperando que eu faça alguma coisa.)
(Eu dormi só um pouquinho do que na noite anterior.)
(De manhã eu escolhi com cuidado qual roupa iria vestir...)





(Pronto, assim está bom.)
(Eu estou com a impressão de que hoje vai ser diferente dos outros dias...)


Em Frente à Escola


(Vamos, respire e acalme-se... Não é porque você contou para alguém que gosta de um dos rapazes que isso está agora escrito na sua testa!)


Iris: Olá, Docete! Você viu a novata por acaso?


Não, eu acabei de chegar. E vocês?


(Eu tinha esquecido dessa... Uma nova aluna pode chegar a qualquer momento.)


Iris: Eu ouvi os alunos comentando, mas não a vi não.


(Próximo)


Armin: Talvez a diretora Shermansky esteja conversando com ela sobre o cronograma.


(Próximo)


Melody: Duvido, a diretora tem muita coisa para fazer, ela não tem tempo para uma coisa dessas.


(Próximo)


Armin: Bom, está difícil encontrá-la.


(Próximo)


Armin: Mas não duvido que você consiga vê-la antes de todos nós... Você tem um super radar para investigar os corredores desta escola, Docete.


Eu não sou a única...


Armin: Estou brincando, rainha dos corredores.


(Ele bagunçou meus cabelos de forma afetuosa e meu coração começou a bater mais rápido.)


Iris: Ela não vai poder ficar escondida eternamente. Vamos acabar conversando com ela um momento ou outro.


Isso não vai demorar, ela está na nossa sala.


(Mas confesso que se eu encontrá-la antes, vou matar a minha curiosidade...)


Corredor Principal


(Opa... A professora Delanay está por perto. O melhor é sair daqui antes que ela me veja.)


Escadaria


Olá, Peggy. Você já viu a nova aluna?


Peggy: Claro, o que você acha? Sou sempre a primeira.


E então, como ela é?


Peggy: Eu nunca confio na minha primeira impressão. Eu prefiro investigar antes de formar uma opinião, você sabe bem disso.


(Obrigada por nada...)


Porão


Olá... Você já viu a nova aluna?


Castiel: Não, mas também não procurei, se quer saber.


(Próximo)


Castiel: Se eu fosse você, pararia de ficar procurando. Uma hora ou outra você vai vê-la.


Sim, eu sei...


Biblioteca


(A Violette está mexendo no material de artes plásticas.)


Violette?


Violette: Hum? Oh, olá, Docete.


Você já teve a oportunidade de encontrar a nova aluna?


Violette: Tive sim.


(Próximo)


Violette: Eu e o Alexy falamos com ela, desejamos boas vindas.


Verdade? Então, ela é simpática?


Violette: Eu não pude conversar muito tempo com ela, mas sim, ela parece ser muito legal.


Ah, que bom.


(A Violette não é a pessoa mais objetiva, eu vou julgar por mim mesma.)


1° Andar


Kim: Olá, guria!


Ei! Quanto tempo... A última vez que nos vimos foi no piquenique. Como vai?


Kim: Tive um final de semana difícil...


(Próximo)


Kim: Mas prefiro esquecer...


Tem certeza de que está tudo bem?


Kim: Sim, não se preocupe. Nada como um dia na escola para trocarmos ideias, hein?


Pois é...


Priya: Licença... 


(Nos viramos para ver quem estava falando.) 


Priya: Olá! Eu não queria interromper vocês duas, mas eu estou um pouco perdida...


(Não tenho nenhuma dúvida, é a...)


Kim: Você é a novata, não é mesmo, guria? Prazer em conhecê-la.


(Próximo)


Priya: O prazer é todo meu. Eu me chamo Priya.


Olá, eu sou a Docete e ela é a Kim.


Priya: Desculpe incomodá-las, mas estou procurando a sala de aula B... Eu tenho uma aula de geografia que começa daqui a alguns minutos.


(Próximo)


Kim: Estamos na mesma aula, você só precisa vir conosco.


(Próximo)


Priya: Ah, que bom! Eu pensei que nunca iria conseguir!


A escola não é tão grande assim, rapidinho você vai se acostumar.


Priya: Com certeza.


(Próximo)


Kim: Você não está muito estressada para a sua primeira aula?


(Próximo)


Priya: Não, está tudo bem. Para falar a verdade, não é a primeira vez que eu mudo de escola, estou acostumada.


De que lugar você veio?


Priya: É um pouco complicado para explicar...


(O alarme da escola começou a tocar antes que ela pudesse terminar a frase.)


Priya: Eu acho que terei a oportunidade de conversar com vocês mais tarde.


Venha, a sala é ali.


Sala de Aula B


( A Priya parece legal, eu estava preocupada sem razão.)
(Os outros alunos entraram na sala olhando para a Priya com curiosidade.)


Prof. Fraize: Bom dia a todos! Como vocês já devem saber, estamos recebendo hoje uma nova aluna, senhorita Priya. Por favor, poderia vir se apresentar para a turma?


(A Priya se levantou, concordando com a cabeça.)
(Ela não parece nada ansiosa.)


Priya: Olá todo mundo!...


(Próximo)


Priya: ...


(Próximo)


Priya: Não precisam fazer essa cara. Vocês parecem mais constrangidos do que eu.


(A maioria dos alunos deu risa e o ambiente ficou mais descontraído.)


Priya: Bom, eu me chamo Priya e cheguei na cidade nesse final de semana. Precisei me mudar por ausa do trabalho do meu pai.


(Próximo)


Priya: Mas não se preocupem, eu não vou cansar vocês com os detalhes. Para os que ficaram curiosos, estou disponível quando quiserem.


(Próximo)


Prof. Faraize: Ótima ideia! Nós podemos separar 5 minutos da aula para todos perguntarem algo.


(Próximo)


Priya: Opa, agora? Hum... Por que não?... Está bem...


(Próximo)


Prof. Fraize: Então, quem quer começar?


(Silêncio total na sala.)
(Professor Faraize tem um dom para quebrar o clima...)
(Ao ver que ninguém tomava a iniciativa, eu levantei a mão.)


Prof. Fraize: Sim, senhorita Docete.


Nós já conversamos um pouco, mas você não teve tempo de responder a minha pergunta... Onde você esteve antes de chegar aqui, na escola Sweet Amoris.


Priya: Eu acabei de chegar da Polinésia, fiquei quatro meses por lá. Mas antes disso, eu passei dois anos em Tóquio.


(Próximo)


Nathaniel: E você viajou para outros lugares?


(Próximo)


Priya: Eu viajo muito desde pequena. Eu nasci na Índia e morei até os meus dois anos. Depois, meu pai precisou viajar por motivo profissional e pôde nos levar com ele.


(Próximo)


Melody: E como você faz com os estudos? Você deve ter mudado de escola sem parar...


(Próximo)


Priya: É verdade. Mas a minha mãe é professora e durante um bom tempo, foi ela quem nos deu aulas, para mim e para a minha irmã.


(Próximo)


Prof. Faraize: Você deve ter vivido experiências enriquecedoras!


(Próximo)


Priya: Com certeza acabamos aprendendo de uma forma diferente.


(Próximo)


Peggy: Quer dizer que você não vai ficar aqui por muito tempo, não?


(Próximo)


Priya: A única coisa que sei é que a minha família não vai ficar por aqui definitivamente. Mas por enquanto, iremos ficar o suficiente para que eu possa terminar o ensino médio.


(Fizeram mais duas perguntas e o professor Faraize encerrou o interrogatório.)


Prof. Faraize: Bom. Hoje temos geografia. Já terminamos com o tema "Mobilidades, fluxos e redes de comunicação na era da mundialização". Agora iremos falar sobre a União Européia.


(Próximo)


Prof. Faraize: Nosso primeiro tema se chama: "Do espaço europeu ao território da União Européia."


(Próximo)


Prof. Faraize: Eu imagino que a maioria já esteja, é... intrigada com o título...


(Para falar a verdade, tem muito pouco aluno interessado...)
(No fundo da sala, o trio das pestinhas não paravam de cochichar.)


Prof. Faraize: Por favor, calma... Então, quem pode me falar sobre as questões que esse titulo suscita?


(A Melody levantou a mão.)


Melody: O título é ambíguo, pois dá a entender que o espaço europeu significa o mesmo que União Européia.


(Próximo)


Prof. Faraize: Hum, que seja. Nesse caso, você tem temas de estudo para propor?


(Próximo)


Melody: É, eu... não, senhor.


(A Melody não soube o que dizer... E confesso que estou com preguiça de pensar...)
(E ninguém parecia interessado em responder...)


Prof. Faraize: Oh, por favor, façam um esforço.


(O professor Faraize parecia um pouco desapontado...)


Prof. Faraize: Nathaniel, você tem alguma proposta?


(Próximo)


Nathaniel: Para mim esse título significa que um país pode ser europeu sem que faça parte da União Européia. É o caso da Norvégia, por exemplo.


(Próximo)


Prof. Faraize: Hum, é um bom começo, mas vocês já devem imaginar que é mais complexo do que isso. Alguém mais quer desenvolver a questão. Li?


(Próximo)


Li: Bom... Talvez porque a Europa seja um país realmente grande, então...


(Próximo)


Prof. Faraize: Europa? Um país? Por favor, não precisa falar mais nada.


(Ele olhou a sala com cara de quem estava querendo ir para casa.)


Prof. Faraize: Priya? Alguma ideia?


(Próximo)


Priya: Bom... Eu imagino a Europa como um continente que oscila entre unidade e diversidade. E eu acredito que iremos tratar das diferenças e desigualdades socioeconômicas dos países que fazem parte, além da atuação da União Européia nos territórios.


(Próximo)


Prof. Faraize: Excelente! Você citou todos os pontos de nosso estudo. Posso perceber que você adquiriu uma verdadeira base de conhecimento através de suas viagens, você pode se orgulhar dessa bagagem.


(Um murmúrio cheio de admiração foi ouvido na sala.)

(É incrível como ela consegue dar a boa resposta sem passar por uma metida!)
(Ela bateu o Nath.)
(No intervalo eu decidi conversar com ela, para entendê-la mais.)



Sala de Aula A


Iris: Eu não entendi nada do que a Priya disse ao professor Faraize...


(Próximo)


Iris: E...


E?


Iris: E nem entendi o restante da aula também.


(Terminar a conversa)


Grêmio


Kentin: Acho que a apresentação que farei com o Alexy não será nada interessante.


Por que você diz isso?


Kentin: Ele quer sempre adicionar várias referências ultrapassadas.


Ele não seria o mesmo sem essa loucura!


Escadaria


Lysandre: A nova aluna deve ter vivido muitas coisas.


Ela é boa em geografia.


Lysandre: Não deve ser nada fácil mudar de lugar constantemente. Não pode se envolver demais com os lugares, nem com as pessoas que encontra.


Oh, eu não tinha pensado nisso...


Pátio


Rosalya: Senhorita Docete...


Hum...?


Rosalya: Não se faça de boba, não pudemos conversar desde ontem.


E...?


Rosalya: Você está me evitando!


Não, é pura coincidência!


Rosalya: Hum... Não tente fugir de mim, hein? Vou logo te lembrando que você tem que conversar com o Armin.


Eu não tenho nada... E-Eu não estou pronta, se quer saber.


Rosalya: Pare de agir como uma criança... Eu sei que se declarar para alguém é difícil, mas você poderia ao menos tentar ficar um pouco do lado dele.


Eu tenho outra coisa para pensar no momento.
É o que eu pretendo fazer. Estou apenas esperando chegar o momento certo.


Rosalya: Entendi... Enfim, com certeza você já deixou passar uma dezena de "momentos certos".


Ei, olha!... Que coisa, a Violette está conversando com a Priya. Parece que ela esqueceu a própria timidez.


Rosalya: Ah, é verdade!


Olá, meninas! Tudo bom?


Violette: Eu estava explicando para a Priya sobre as bases em desenho que todos devemos aprender e que, com um pouco de dedicação, todo mundo pode desenhar.


Priya: Eu sou péssima em desenho, mas eu adoraria aprender.


Eu acho que você encontrou a pessoa certa. A Violette é com certeza uma excelente professora. Ela é calma e paciente.
Eu acho que o talento conta também... Eu não acho que aboa vontade seja suficiente para que alguém faça uma obra-prima.
Estranho esse seu método para se integrar à turma...


Priya: Que bom!


(Próximo)


Violette: Obrigada, Docete, gentileza sua.


(Próximo)


Rosalya: Mas me conforta saber que tem pelo menos uma coisa que você não sabe fazer, Priya.


(Próximo)


Priya: Sabe, tem uma montanha de coisas que eu não sei fazer, como todo mundo.


Mas você foi impressionante na aula de geografia. Você parece muito mais informada que nós em alguns assuntos.


Priya: Ah ah! Quando vocês me conhecerem melhor verão que tenho lacunas em temas inesperados.


(Ela é realmente muito simpática... Parece que ela sabe rir de si mesma. Isso a torna mais acessível.)
(Finalmente o dia foi maravilhoso.)
(Bom, eu não conversei com o Armin, mas não vai demorar para isso acontecer.)
(Quer dizer, talvez...)
(Chegou a hora de ir para casa.)


Priya: Docete, espera!


(Eu me virei surpresa.)


Priya: Você sabe como se chega nas lojas do centro da cidade? Eu tenho que encontrar uma das minhas irmãs, mas eu não tive tempo de conhecer bem o assunto.


Eu posso te acompanhar, se você preferir. Eu não moro muito longe de lá.
Eu posso te explicar, não tem muita dificuldade.


Priya: Oh, que bom! Mas não se sinta obrigada, eu entendo se você estiver ocupada com outras coisas.


Que nada, eu faço com prazer.
Sabe, eu também estou há pouco tempo aqui. Sei bem o que podemos sentir ao chegar em uma nova cidade.


Priya: Verdade, mesmo se minha família está sempre se mudando, eu acho os primeiros dias perturbadores.


Não se preocupe, você vai se acostumar. Além do mais, a cidade é bem legal.


Priya: É o que eu imaginava!


(Terminar a conversa)


Lojas


Chegamos!


Priya: Até que não é tão longe. Muito obrigada por ter me mostrado o caminho. Eu vou decorar para a próxima vez.


Não foi nada. Divirta-se com a sua irmã.


Priya: Ok, até amanhã, Docete.


Até amanhã!


Apê


Nathaniel: Ei!


Oh, olá! Você... Você estava me procurando?


Nathaniel: Não, eu estava fazendo algumas compras, estou só de passagem.


Ah, ok.
E então, eu queria saber o que você achou da Priya...


Nathaniel: Bom, eu a achei excepcional.


Você não estaria apaixonado por ela, por acaso?


Nathaniel: Claro que não, é ridículo, nem a conheço.


Ninguém está livre de um amor à primeira vista.


Nathaniel: Eu não tenho cabeça para essas coisas, pode ter certeza. Bom, preciso ir. Até amanhã.


Até amanhã.


Meu Quarto


(Parece que a Priya impressionou o Nath...)
(Se bem que é difícil não gostar dela...)
(Mas será que ele se impressionou apenas com a vida que ela leva...?)
(A Priya é simplesmente linda...)
(E para falar a verdade, poucas na escola chegam aos pés dela.)
(Bom, eu não vou começar a ficar com ciúmes da Priya por causa disso, senão eu não valho mais do que uma garota como a Ambre.)
(Só espero que o Armin não se interesse por ela...)
(Eu sei que é mesquinho pensar assim, mas é humano...)
(Quer dizer, eu acho.)
(No dia seguinte, fui para a escola decidida a não ficar pensando mais no assunto.)
(Eu até tomei uma boa decisão: acordar mais cedo para ter tempo de estudar um pouco na biblioteca.)


Em Frente à Escola


(A Violette estava sozinha, em frente à escola...)


Por que você está aqui? Por que não entra no pátio?


Violette: Eu... Eu preciso perguntar algo para a professora Delanay...


Perguntar o quê?


Violette: Ela... Ela errou na minha nota no último exercício. Ela esqueceu de contar pontos e me deu 5 ao invés de 7...


Ah, entendi, você tem que falar com ela mesmo. Aguarde o começo da aula.


Violette: N-Não, vai ter muita gente, eu não quero que os outros alunos me vejam.


(Próximo)


Violette: Eu deveria ir agora, mas... ela me dá medo.


Você quer que eu te acompanhe?
Ah, não tenha medo e vá! E eu tenho que ir para a biblioteca. (Chance de ganhar imagem com o Nathaniel)


Violette: Oh, sim, me ajudaria e muito...


(Bom, eu vou ter que deixar o estudo para outra hora.)
(Nós entramos na escola.)


Sala de Ciências


Puxa, eu pensei que a professora estivesse aqui...


Violette: Não tem problema... Eu vou ficar com o meu 5.


Nada disso, é o seu direito, vamos continuar procurando por ela.


Violette: Está bem.


(Terminar a conversa.)


Corredor 2


(Ah, aqui está ela!)


Com licença, senhora...


Professora Delanay: O que foi?


A Violette gostaria de falar algo com a senhora...


(Eu olhei para a Violette com um olhar encorajador, mas ela ficou completamente sem ação.)


Professora Delanay: O gato comeu sua língua, jovem?


(Próximo)


Violette: E-Eu... É sobre o último exercício... E-Eu acho que a senhora esqueceu de contar os pontos da última questão...


(Próximo)


Professora Delanay: Oh.


(Próximo)


Professora Delanay: Não tem problema, eu vou dar uma olhada.


(A professora Delanay parece ser menos malvado do que parece.)

(A Violette entregou a prova e ela corrigiu a nota.)


Está vendo, não foi tão ruim assim.


Violette: Sim... A professora Delanay nem gritou comigo.


Eu acho que temos tendência a exagerar... Ela é severa, mas não é injusta.


Violette: Eu acho que é isso mesmo.


(Próximo)


Violette: Obrigada, sem você eu provavelmente nem teria ido falar com ela.


É ultrapassando os nossos próprios limites que podemos progredir. Foi um prazer ter te ajudado.


(Acho que dá tempo de ir na biblioteca. A aula está prestes a começar, mas eu ainda posso fazer algumas buscas.)


Biblioteca


(Eu mal entrei na biblioteca e vi duas silhuetas conhecidas caminhando na minha direção.)


Nathaniel: É mesmo um lugar agradável e temos muito material aqui.


Priya: Eu sempre gostei de andar pelas bibliotecas, eu acho que vou vir sempre aqaui.


(Mas o que os dois estão fazendo juntos?)


Nathaniel: É sempre um prazer mostrar o meu local preferido para quem se interessa de verdade. Bom, não deve ser tão interessante se comparado ao que você deve ter visto nas suas viagens...


(Eu pensava que o Nathaniel tinha mostrado a biblioteca apenas para uma novata: eu... Doce ilusão.)


Priya: Eu não conheço tudo... E estamos sempre precisando de uma boa biblioteca.


(Ela colocou a mão sobre o braço dele.)






Priya: De qualquer maneira foi muito bom conversar com você.


(Próximo)


Nathaniel: Eu também gostei muito.


(Eles dois parecem muito íntimos...)
(Com tão pouco tempo, é de surpreender.)
(Ainda mais quando lembro da personalidade do Nathaniel... É tão difícil para ele se abrir com alguém.)
(Pelo jeito, a Priya tem muito charme... Só me resta esperar que ela não faça a cabeça de todos os rapazes...)
(E principalmente de um em especial...)
(Eu decidi voltar para as minhas pesquisas.)
(Mas não consegui me concentrar, eu estava um pouco preocupada...)
(Bom, chegou a hora da aula de ciências, o melhor é eu ir.)


Sala de Ciências


(Ao chegar na sala de ciências, eu pensei até que encontraria o Nathaniel e a Priya sentados lado a lado.)
(Mas isso é porque eu tinha esquecido o famoso plano de sala da professora Delanay...)
(O Nath está sentado ao lado da Li.)


Professora Delanay: Você chegou em boa hora, Priya. Estava querendo mudar a organização da aula.


(Hã?)


Professora Delanay: Essa mesa para três não vai existir mais, Armin, você não se entende com a sua vizinha. O melhor é se sentar ao lado da Bia.


(Próximo)


Professora Delanay: E você, pode se sentar ao lado da Ambre, logo aqui.


(A Priya consentiu educadamente.)
(Se ela soubesse em que furada estava se metendo...)
(A professora Delanay nos explicou a experiência química do dia.)
(Ela parece ainda mais severa do que da última vez.)
(Bom, espero que a professora não nos deixe sozinhos desta vez...)


Rosalya: Sinceramente, não vejo a hora de terminar o ensino médio só para não ter mais que ouvir falar nessa matéria.


Nem tivemos tempo de saber se conseguimos ou não da última vez. Vai ver que formamos uma dupla dinâmica e não sabemos ainda.


Rosalya:  A esperança é a última que morre, não é mesmo?


É isso mesmo.


(No geral, todas as duplas estão com dificuldades.)
(Apenas o Nathaniel parece estar guiando a Li para o caminho das boas notas.)
(De longe, eu vejo que a Ambre está mais agitada.)


Ambre: Só precisamos aquecer um pouco mais!


(Próximo)


Priya: Eu acho que o aquecedor está quebrado...


(Próximo)


Ambre: O que você sabe? Você é química, por acaso?


(Próximo)


Priya: Não, mas já utilizei este tipo de material varias vezes e tenho certeza de que há um problema com ele.


(Próximo)


Ambre: Sim, ok, mas eu vou tentar o meu método mesmo assim.


(A Ambre aumentou a temperatura para o máximo.)
(O aparelho começou a vibrar, sacudindo o balão.)
(De repente, o recipiente caiu sobre a mesa, foi girando e caiu no chão.)
(Todo mundo se assustou.)
(Eu acho que todo mundo está apreensivo desde que tivemos o último acidente.)


Professora Delanay: Incrível! É a primeira vez em toda a minha carreira que eu tenho que lidar com uma desastrada desse nível.


(Vários alunos começaram a rir ao ouvir a apalavra "desastrada".)


Professora Delanay: Você será punida! Assim poderá aprender a respeitar o material escolar.


(Próximo)


Priya: Professora... Sinto dizer, mas a culpa não é da Ambre.


(Próximo)


Professora Delanay: O que você está dizendo?


(Próximo)


Priya: Eu acho que o aquecedor está com defeito. Ele começou a vibrar quando ligamos, por isso o balão caiu.


(Próximo)
(A professora Delanay olhou para o aparelho com um ar desconfiado.)


Professora Delanay: Bom, pelo que estou vendo é realmente um problema técnico. Mas saiba que estou de olho em você, Ambre. Não pense que não sei do que você é capaz!


(A Ambre não disse nada, assustada.)
(E não disse nem um "obrigada" para a Priya. Quando eu penso que ela a defendeu...)
(Duvido que ela ajude a Ambre novamente.)
(A aula continuou tranquilamente.)
(Eu vou aproveitar do intervalo para ficar um pouco com o Armin.)
(Eu tenho que agir da forma mais natural possível, para que ele não desconfie de nada...)
(Se bem que nem assim eu tenho certeza de que ele vá perceber alguma coisa...)
(Finalmente, se ele não desconfiar de nada, não vou avançar em nada...)
(Que complicação tudo isso...)
(Tudo era mais simples quando eu não dava ouvidos aos meus sentimentos.)


1° Andar


Ambre: Ela abaixou a temperatura do troço antes que a professora visse. Se não fosse por isso, Delanay teria percebido que a culpa era minha.


(Próximo)


Charlotte: Ela quis te bajular, com certeza.


(Próximo)


Li: Verdade, ela deve ter percebido que você é super popular aqui e que o melhor era ser sua amiga.


(Próximo)


Ambre: Claro.


(Olha só, ela perdeu o to de agradecimento que tinha na voz tão rápido.)


Ambre: O que vocês acham de colocá-la no nosso grupo?


(Próximo)


Charlotte: Hum, por que não? Mas ela tem que entender que nós não propomos para qualquer um.


(Ela está falando sério? Ela parece acreditar que é um privilégio...)


Li: Ela tem que fazer alguns serviços para todas nós, para provar que merece andar no nosso grupo.


(Próximo)


Ambre: Não se preocupem, já tive uma ideia.


(Não quero nem imaginar...)


Ambre: O que você está olhando?


Acalme-se, só estou passando...


Charlotte: Você quis dizer "bisbilhotando, não?


Se não quer que ninguém ouça seus planos patéticos, é só não ficar desse jeito, plantadas na frente da sala de aula.


Ambre: Não procure, porque comigo você acha. Vamos, garotas.


(Terminar a conversa.)


Clube da Jardinagem


Bia: Eu sou mil vezes mais bonita do que a novata.


Ah ah! Vá comprar um espelho e depois volte aqui.
Você deveria se aceitar como você é, ao invés de tentar competir com os outros.
É uma técnica para tentar convencer a si mesma?


Bia: Eu sou lúcida. Eu não te aconselho a fazer o mesmo, senão você nunca mais vai sair de casa.


(Chata...)


Sala de Aula A


Nathaniel: Ah, Docete, você poderia me ajudar a levar esses manuais para a sala de ciências?


(Não é possível! Todo mundo acha que eu sou a serviçal daqui...)


Não, sinto muito, estou sem tempo.
Claro que sim.


Nathaniel: Ah, obrigada, é uma mão na roda! A professora Delanay está esperando por eles desde ontem, mas alguém os deixou aqui não sei porquê.


Mas por que é que você tem que cuidar disso?


Nathaniel: As vezes acho que eles pensam que não sou um representante, mas um empregado...


(Nossa, é a primeira vez que ouço o Nathaniel criticar a sua função assim. Tudo pode acontecer...)


Acho que nós dois iremos conseguir levar tudo em uma só viagem.


Sala de Ciências


Puxa, que peso...


Nathaniel: Verdade, sinto muito, eu deveria ter pedido a um dos rapazes para me ajudar, mas você foi a primeira que encontrei.


Não tem problema, não estava tão pesado assim.


Nathaniel: Você é alguém com quem podemos contar mesmo.


Sabe, você pode me contar segredos também...
Agradeça a minha força de Hércules.
Você teria feito o mesmo por mim.


Nathaniel: Com certeza, madame musculosa.


(Ele beliscou meu braço brincando.)
(Eu ri meio sem graça e nervosa e saí.)


Devagar, eles são mais frágeis do que parecem.


Nathaniel: Sério?


(Terminar a conversa)


Sala de Aula B


Rosalya: Então?


R-Rosa...


Rosalya: Você falou com o Armin?


Não, mas estou procurando por ele...


Rosalya: Quer dizer que o grande momento chegou?


E-Eu não queria ir rápido demais. Estava pensando em ir devagar.


Rosalya: Já faz um século que você avança lentamente!


Eu sei, mas não posso contar tudo assim de uma vez, tenho que agir da forma mais sutil.


Rosalya: Sim, sim, eu entendo, mas eu tenho a impressão de que você nunca vai sair disso.


Vou sair sim, eu preciso...


(Eu parei de falar no mesmo instante.)


*trêmula* Lysandre, ah ah... Você está precisando de alguma coisa...?


Lysandre: Vocês não vão acreditar... Eu perdi o meu bloco de notas.


(Próximo)


Rosalya: Nós acreditamos, Lys-fofo, nós acreditamos...


(Próximo)


Lysandre: Se por acaso uma de vocês encontrá-lo, poderiam me entragar, por gentileza? Eu preciso muito dele.


Sim, claro.


Rosalya: Está certo.


(Hoje é oficialmente o dia nacional da solidariedade da Docete.)


Lysandre: Muito obrigado. Vou continuar minha busca.


(Ele foi embora bem abatido.)


Rosalya: Vai mesmo procurar esse bloco de notas?


Bom... Eu acabei de dizer para o Lysandre que iria fazer isso...


Rosalya: Você não acha que tem algo mais importante para fazer? Eu vou procurar esse bloco de notas para você.


Eu tenho alguns minutos disponíveis para ajudar um amigo...


Rosalya: Você não existe mesmo...


Nós somos três, a procura será rápida!


(Bom, talvez eu tenha que atrasar o momento fatídico, mas também não estou com presa...)


Corredor Principal


(Mas onde será que está este maldito bloco de notas?)


Armin: Então? Está perdida?


Não... Estou procurando uma coisa...


Armin: Ah! Você quer que eu te ajude?


Obrigada, não precisa...


(O melhor é falar direto o que eu sindo do que ficar falando bobagens...)
(Mas estou com a impressão de que é fisicamente impossível...)


(Bom, é agora ou nunca.)
(Eu não posso falar nada, não estou pronta...)


Armin: Alguma coisa está te incomodando? Você está estranha...


Para falar a verdade, tenho algo para te falar sim...


Armin: Hum-hum... Diga.


(Ele parece nem estar dando importância... Eu nunca vou conseguir...)


Eu... Eu...


Alexy: Ei, vocês dois! O que estão fazendo aqui sozinhos?


(Salva pelo gongo! Quer dizer, de uma certa maneira...)


Armin: Você é insuportável, viu? Não pode nos deixar conversando tranquilamente, não?


(Próximo)


Alexy: Opa, calma, eu não sabia que era uma conversa privada...


N-Não se preocupe, não é nada... Eu tenho que ir.


(Eu saí de lá bem depressa.)
(Na primeira oportunidade que tive, aproveitei para escapulir... Eu estou mesmo com algum bloqueio...)
(Estou totalmente incapaz de confessar os meus sentimentos para ele. A Rosalya vai me matar, com certeza...)


Sala de Aula A


Iris: O Thomas está com uma namorada nova.


Ah... Mas ele não é um pouco jovem para isso? (Eu me sinto uma mãe falando assim, que engraçado.)



Iris: Oh, não é a primeira vez, mas é namoro bem bobo, sabe?


(Realmente esse menino está a frente de tudo...)


Iris: Quando lembro que não temos ninguém e somos bem mais velhas... Na nossa idade...


(Afe... A Iris não podia ter achado melhor exemplo para mexer ainda mais na ferida.)
(Mas ela salientou algo bem importante.)
(Eu não devia ter medo de revelar os meus sentimentos, ainda mais "na nossa idade".)


Biblioteca


(Olha só, o professor Faraize e a diretora parecem estar de bom humor hoje.)


Diretora: E em história e geografia?


(Próximo)


Professor Faraize: A primeira impressão é de que o nível é excelente. Ela parece muito perspicaz e com uma boa cultura geral.


(Próximo)


Diretora: Bem, muito bem. Estou feliz que a senhorita Priya tenha chegado para aumentar o nível da sala.


(Blá, blá, blá... Não somos analfabetos, que exagero...)
(É bem irritante essa mania que todos têm de colocar a Priya lá em cima.)
(Pela maneira como falam, até parece um ser sobrenatural...)
(Ela mesma se considera uma garota normal.)


Pátio


(Ah, aqui está o Lysandre...)
(Mas...)
(O que a Priya está fazendo ao lado dele?)
(Talvez seja melhor eu contar para o Lysandre que não encontrei o bloco de notas.)
(Eu me aproximei...)


Priya: Lysandre, aqui está. Eu encontrei o seu bloco de notas na biblioteca...


(Mas o que estou vendo...?)






Lysandre: Meu bloco de notas! Mas... como você soube que este era o meu?


(Próximo)


Priya: Oh, fique tranquilo, eu não li. Eu só perguntei para os outros alunos de quem era o bloco de notas e o Castiel me disse que era seu.


(Próximo)


Lysandre: Muito obrigado por ter me trazido. Eu procurei por todo o lado...


(Próximo)


Priya: Não tem de quê! Se eu tivesse no seu lugar, eu iria gostar que alguém me ajudasse.


(A Priya acabou indo embora e o Lysandre olhou para mim.)


Lysandre: Ah, Docete, você viu? Acho que conseguimos achar sua substituta.


S-Substituta?


Lysandre: A Priya parece ser tão talentos quanto você para encontrar meu bloco de notas.


(Eu não acredito que o Lysandre falou "substituta"...)
(Ok, talvez ele esteja brincando, mas me machucou muito.)


Lysandre: Docete? O que foi?


Nada... Nada mesmo. (Eu fui embora antes que ele pudesse falar outra coisa.)


(Vários dias se passaram.)
(E como era de se esperar, a Priya se adaptou bem a escola.)
(Ela parece estar em toda a parte.)
(E eu me sinto ridícula por por ficar tão obcecada por ela assim.)
(Eu sei bem que ela não fez nada de mais.)
(Ela é... espontânea e natural. E todo mundo gosta dela assim.)
(E para completar, eu ainda não tive coragem de me declarar para o Armin...)
(A Rosa marcou comigo no parque para podermos conversar tranquilamente.)
(Ela deve até achar graça da situação...)


Parque


Oi, Rosa.


Rosalya: Vamos direto ao assunto?


(Próximo)


Rosalya: O momento é crítico.


Menos, menos...


Rosalya: Estou falando sério! Se você não fizer nada, o rapaz dos seus sonhos vai escapar por entre os seus dedos. já pensou nisso?


Eu...


(Eu não sei por quê, eu não consigo deixar de pensar no Armin segurando a mão da Priya...)
(Bom, ok, talvez isso nunca aconteça, mas uma coisa é certa: o Armin não vai ficar solteiro para sempre... Pode ser tanto ela quanto qualquer outra garota.)


Rosalya: Confesse que esse é um ponto que precisa ser abordado.


Sim, com certeza.


Rosalya: Pois eu acho que você teve sorte com um rapaz como ele, solteiro há tanto tempo.


Eu concordo perfeitamente...


Rosalya: Mas confesso também que fico surpresa por não te ver com alguém. Os rapazes são cegos mesmo.


Ou talvez tenha alguma coisa errada comigo...


Rosalya: Sim, eu confirmo, você tem um problema. A falta de confiança em você mesma. E iremos trabalhar melhor isso.


Você quer que façamos como em "Cyrano de Bergerac"?


Rosalya: Saúde!


Que exagero! Não lembra mesmo desse nome? Tivemos que aprender um trecho dessa obra para as audições da peça de teatro.


Rosalya: Ah, é, eu me lembro... Mas eu não vejo qual é a relação entre ter um nariz grande e tentar seduzir alguém.


Na história, o Cyrano ajuda o Cristiano a seduzir Roxane, pois ele não consegue se expressar bem. Só que tudo acaba indo longe demais e o Cyrano acaba falando com a Roxane no lugar do Cristiano.


Rosalya: Isso parece meio estranho... Como ele pôde falar no lugar do outro sem que ela percebesse?


É uma cena noturna e o Cyrano está econdido embaixo do balcão da Roxane, se não me engano.


Rosalya: Até que não é uma má ideia!


(Próximo)


Rosalya: Eu não tenho medo nenhum de me esconder embaixo o balcão do Armin.


(Eu coloquei a minha cabeça entre minhas mãos, aflita, mas querendo morrer de rir com tanta ousadia.)


Rosalya: O que foi?


E eu achava que você tinha um plano de verdade...


Rosalya: Oh, ei, calma, foi você quem começou a falar sobre isso.


(Próximo)


Rosalya: Se bem que, se não tiver balcão na janela, não tem como o plano funcionar.


Ah, ah, tem vários outros indícios que dão a entender que tudo isso não vai funcionar.


Rosalya: Vamos nos contentar com métodos mais clássicos.


(Próximo)


Rosalya: Mas você vai ter que fazer alguma coisa!


Estou pronta para o sacrifício.


Rosalya: Bom. Eu pude perceber que  falar diretamente com o rapaz está acima das suas possibilidades. Por isso, o melhor é irmos por etapa.


Como assim?


Rosalya: A primeira coisa a fazer é passar um tempo com ele, por exemplo, convidá-lo a algum lugar.


Hum, mas já tivemos momentos assim, juntos...


Rosalya: Talvez, mas agora você tem consciência dos seus próprios sentimentos. Está vendo tudo diferente e isso conta e muito.


Eu não tenho certeza de estar entendendo tudo.


Rosalya: O clima será diferente, o papo também. Mas talvez seja melhor voc~es não saírem sozinhos logo de cara.


(Próximo)


Rosalya: Então, o que eu proponho para você é...


...?


Rosalya:  ... Uma saída em grupo. Comigo e o Leigh.


O quê? Ficou maluca? Dá para perceber que é uma "saída de casais" a quilômetros de distância.


Rosalya: Você falou que iria colaborar!


Eu sei, mas já é demais, Rosa!
Além disso, eu tenho certeza de que o Armin iria achar um tédio.


Rosalya: Se ele gosta de você mesmo, não vai achar nada entediante.


(Já estou imaginando a cena, nós quatro à mesa, em um restaurante pomposo. Seria cômico.)


Rosalya: O importante é que você se sinta tranquila, em um ambiente sem pressões.


Com você e o Leigh nos observando, tenho certeza de que ficarei bem tranquila...


Rosalya: Que coisa, você parece bem complicada para alguém que precisa de ajuda.


...


Rosalya: É o plano perfeito. Estaremos entre o encontro e a saída entre amigos.


Eu não tenho certeza de que seja tão sutil assim como você diz...


Rosalya: Bom, então? Quer tentar a experiência?


(Eu fechei os olhos, suspirando, indecisa.)


Bom... Está bem.


Rosalya: Legal!


(Próximo)


Rosalya: Você vai ver, vai ser ma-ra-vi-lho-so. Vamos te achar um traje lindo e...


Calma, já estou vendo que você está querendo me levar para o shopping...


Rosalya: Eu não vejo qual é o problema em dar o melhor de si!


Sim, bom, vamos ver. Mas antes de tudo, eu tenho que ter coragem para convidá-lo.


Rosalya: Hum... Para mim o melhor momento é na hora da saída. Voc~e tem que encontrá-lo antes que ele vá para casa.


(Próximo)


Rosalya: É o momento em que todos estão mais descontraídos e todo mundo está querendo ir para casa. Vocês terão menos chances de serem interrompidos.


É verdade. (Mas ainda preciso de coragem para dar o primeiro passo.)


(Eu e a Rosa chegamos ao acordo de não programar uma data para este encontro.)
(Assim, não haverá desculpa "estou ocupada"...)
(Os dias se passaram e minha coragem não chegava...)
(Vamos ver como será hoje.)


Porão


(É impressão minha ou o Kentin parece totalmente perdido?)


Olá... O que você está fazendo aqui sozinho?


Kentin: Docete. é você?


Sim, claro. Quem você queria que fosse?


Kentin: Bem que eu tinha reconhecido a sua voz.


Mas o que você tem? Por que você...


Kentin: Eu perdi minhas lentes de contato.


Oh...


Kentin: Eu coloquei errado e acabei perdendo. Quando quis colocar a segunda corretamente, deixei cair na pia do banheiro...


Puxa... Mas... Como você vai fazer hoje, se não enxerga nada?


Kentin: Eu tenho os meus óculos no meu armário... Mas me recuso a usar aquele horror.


Que ridículo! É por motivos de força maior, você não acha?
Ah, eu te entendo. Eu faria o mesmo, se estivesse no seu lugar.
Com ou sem óculos, você será sempre bonito...


Kentin: Sim, mas... Você não entende.


Pois é, eu não entendo mesmo.
O que eu não posso entender?
Se quer saber, eu sei bem qual é o problema.


Kentin: Ah, é?


Eu imagino que isso te traga más lembranças. Mas você está acima disso agora.


Kentin: Você acha mesmo?


Claro. Você está mais maduro e não é um simples par de óculos que vai mudar isso.


Kentin: É gentileza sua, mas não tenho certeza se poderei realmente colocar aqueles óculos.


(Ele foi embora com passos hesitantes.)
(Eu gostaria de poder ajudá-lo... Mas não sei como.)


1° Andar


(A Kim não parece nada bem no momento...)
(Eu me aproximei para conversar com ela, mas...)
(Ela foi embora.)


Sala de Aula A


Bia: Incrível como a novata agrada os rapazes.


O q-quê?


Bia: Eles estão todos babando por ela, não há nenhuma dúvida.


De quais rapazes vocês está falando?
Você está falando isso porque está com ciúmes.
Não fale bobagens.


Bia: De todos...


(Próximo)


Bia: Mas se você quer saber, eu vi que entre ela e o Armin tinha algo bem mais sério.


(Eu estou tão confusa que comecei a ouvir um zumbido nos meus ouvidos.)
(Ela falou por falar ou nos espiou, a mim e a Rosa?)
(Esse sorriso irônico está começando a me incomodar...)


Corredor 2


(Ah, olha ali o Kentin novamente... Ele está apoiado no armário, de costas para mim.)


Ei, Kentin!
(Vou me aproximar silenciosamente.)


(Oh, não... Ela de novo...)


Priya: Eu tenho certeza de que não é tão terrível assim...


(Próximo)


Kentin: Eu te juro, é realmente muito estranho.


(Próximo)


Priya: Kentin...


(Ei, mas... O que ela está fazendo??)





(A Priya aproximou-se do Kentin e colocou os óculos nele.)


Priya: Para mim não tem nada de chocante.


(Próximo)


Kentin: Você está falando isso para me agradar...


(Próximo)


Priya: Não vou mentir, não tem nada a ver com o seu estilo.


(Próximo)


Priya: É melhor do que não ver nada, não é mesmo?


(Próximo)


Kentin: Sim... Você está certa.


(Por que ele ouviu a Priya, mas não a mim??)
(Estou parecendo uma criança...)
(Mas como ela consegue se aproximar dos rapazes tão facilmente?)
(É mais forte do que eu, fico zangada...)
(Eu prefiro ir embora antes que os dois me vejam nesse estado.)


Sala de Ciências


(Eu tenho que me acalmar.)
(Estou começando a ficar pessimista, não é meu costume...)


Armin: Docete?


(Oh, não...)


A-Armin?


Armin: Sabe, sou menos bobo do que pareço...


Como??


Armin: Deu para perceber que você não está bem, está deprimida.


Eu...


Armin: Eu não quer te forçar... Eu sei que às vezes eu acabo deixando as pessoas acanhadas...


Armin... (Ele só pode estar brincando. Ele está me assustando com esse ar sério dele.)


Armin:  Brincadeiras à parte, eu queria te dizer que estarei sempre aqui, se você precisar.


(Próximo)


Armin: Eu sei que não demonstro o suficiente, mas eu gosto muito de você...


(Estou sem palavras. E por que ele veio me falar isso agora?)


Armin: Hum, bom... Eu queria te dizer isto.


(Ele pegou na minha mão.)
(Chegou a hora... Eu tenho que dizer o que estou sentindo.)


Armin: Eu... Eu não vou mais te atrapalhar.


(Fala alguma coisa, por favor! Por que você fica plantada, sem falar nada?!)


Armin: Nos vemos mais tarde.


(Sinceramente, qual é o meu problema?)
(Era o momento ideal...)


Pátio


(Eu estou um pouco confusa com tudo o que se passou...)


Rosalya: Então, Docete, alguma novidade?


Não sei...


Rosalya: Isso não é uma resposta.


Aconteceu algo bem estranho agora há pouco, eu não entendi nada.


Rosalya; Oooh, conta! Eu adoro as histórias de paquera!


(Próximo)


Peggy: Que paquera?


Aahh, silêncio!


(Se a Peggy souber de algo, acabou a minha história...)


Peggy: Não precisa entrar em pânico, Docete. Se suas histórias me interessassem realmente, pode ter certeza de que você nunca me pegaria de surpresa quando eu estivesse te espionando.


(Tem sentido isso...)


Peggy: Eu vou me interessar em você quando houver algo de concreto.


(Eu tenho mesmo que ter cuidado, ela está por perto...)


Rosalya: E sua vida amorosa. Peggy? Vamos falar no assunto?


Sim, verdade...


Peggy: Eu já te fali que não tenho tempo para namorar.


Eu bem que te veria com o Nathaniel.
Eu bem que te veria com o Castiel.
Eu bem que te veria com o Lysandre.
Eu bem que te veria com o Kentin.


Peggy: Ele é bonito, confesso... e nada bobo. Mas ele fala pouco, deve ser entediante com o passar do tempo.


(Próximo)


Peggy: Bom, mas isso não vem ao caso. Eu pretendia ir para a aula de Educação Física com vocês. Não somos obrigadas a contar os detalhes da nossa vida amorosa por isso.


(Próximo)


Rosalya: Vão sem mim. Eu estou dispensada.


De novo?!


Rosalya: Vamos começar as aulas de vôlei hoje. Eu não vou fazer isso para nada nesse mundo.


(Próximo)


Peggy: Você está fugindo...


(Próximo)


Rosalya: Estou, e assumo totalmente. Divirtam-se!


Medrosa.


Ginásio


(Eu não estava muito disposta a jogar vôlei...)
(Eu fiquei no meu canto para evitar problemas.)
(Infelizmente, eu estava com a cabeça nas nuvens e acabei cometendo o erro de andar distraída no campo quando a aula terminou.)


Boris: Ah, tome senhorita Docete! Já que está por aqui, poderia terminar de arrumar o material, por favor? Eu tenho que ir na sala dos professores e é urgente.


(Que azar...)


Boris: Senhorita Priya, já que está aqui poderia ajudá-la, por favor?


(Próximo)


Priya: Sim, sem problemas.


(Eu não tinha visto a Priya...)
(Claro que tinha que ser nós duas...)


Priya: Nos encontramos de novo!


Sim...


Priya: Temos muito trabalho, o Boris não nos poupou...


Com certeza...
Oh, tem coisa pior do que isso.
Você acabou de chegar e já está reclamando... Saiba que é só o começo.


Priya: Verdade? Então o melhor é correr para o vestiário no final da aula.


(Nós começamos a trabalhar, mas o clima estava um pouco... tenso.)


Priya: Hum, todos parecem bem legais aqui na escola...


(Você vai ver se somos legais ou não.)
(Eu deveria me esforçar, e mostrar que eu também posso ser legal.)
Ela quer se entrosar, mas não vai ser nada fácil.)


A maioria é mesmo. Mas há algumas exceções...


Priya: Ah, eu acho que você quer falar da Ambre e das amigas dela.


Ah, ah! Acertou em cheio!


Priya: Não é nada fácil trabalhar com ela na aula d ciências.


Sim, tenho pena de você... Sabe, antes da sua chegada, ela simplesmente conseguiu explodir uma preparação química!


Priya: Sério?!


Sim, quer dizer, na época ela estava com o Armin... Não sabemos ao certo quem foi o responsável... Foi a pior dupla, sem sombra de dúvidas.


Priya: Eu não conheço bem o Armin, mas ele parece bem mais simpático do que a Ambre.


Não tem nem comparação. O Armin é realmente muito bacana.


Priya: Bom... Só falta essa rede para arrumar, eu cuido disso, pode ir.


Não, não tem necessidade. Eu te ajudo sim.


(Ela tem que parar de agir como a garota perfeita, eu também tenho capacidade de arrumar uma rede de vôlei...)
(Ficamos cada uma de um lado da rede e começamos a desmontá-la.)


Priya: Espere, não puxe assim, tem um nó aqui do meu lado...


(Eu não pude deixar de suspirar.)
(Eu tenho a impressão de que ela me fala da mesma maneira que a Ambre durante a aula de química.)
(Para que a rede não soltasse das minhas mãos, eu a segurei firmemente...)
(... só que no mesmo instante, a Priya deu uma puxada forte.)
(Eu ouvi um estalo e ficamos cada uma com um pedaço da rede.)


Não acredito...


Priya: Você... Você acha que vamos ter problemas?


Estou quase 100% certa...


Priya: Mas se dissermos que foi um acidente?


Eu não acho que vai adiantar... Não é a primeira vez que o material escolar é danificado, os professores não suportam mais.


Priya: Eu não sei o que podemos fazer.


Hum...
Sim, eu sei, vamos rápido ao mercado comprar um novo.


Priya: Mas estamos em aula... Não podemos sair da escola assim.


Vamos ter que ser discretas.


Priya: Eu não sei se é uma boa ideia.


Pode confiar em mim.


(Eu não quero mais uma punição... Meus pais não vão gostar.)


Priya: Bom, se é assim.


(Nós escondemos a rede rasgada.)


Priya: Eu não estou muito orgulhosa do que estamos fazendo, mas... vou confessar que é até engraçado.


(Terminar a conversa.)


Pátio


Basta sairmos discretamente...


Priya: Não tem muita gente aqui, a hora é agora.


(Próximo)


Priya: Bom, não foi tão complicado assim.


Sim... Bom, então vamos ao mercado.


Priya: Docete... Algum problema?


(Próximo)


Priya: Você não parece nada bem e isso desde que o senhor Boris nos pediu para arrumar os materiais.


É só porque esse tipo de coisa sempre acontece comigo... Estou cansada disso.
Não, não, está tudo bem. Eu estou um pouco estressada com essa história de rede.
Se você não tivesse rasgado a rede...


(Nem preciso dizer que ela me irrita... A culpa é tanto minha quanto dela.)


Priya: Você tem tendência a atrair problemas?


É algo assim mesmo.


Priya: Vamos, tudo vai dar certo.


Eu espero... Vamos logo.


Mercado


Chegamos.


Priya: Vamos achar uma rede de vôlei aqui?


Você encontra de tudo por aqui, você não vai acreditar!


(Acabamos encontrando o que estávamos procurando.)


Priya: Se dividirmos o custo, não vai ficar tão caro assim.


Sim, verdade.


(Chegamos no caixa.)
(A rede de vôlei custa 150$.)
(Nós entregamos 75$ cada.)


Priya: Bom, está escondido na mochila. Está discreto, podemos levar tudo isso ao ginásio sem chamar atenção.


Sim, ainda bem.


Em frente à Escola


(Rápido, rápido! Antes que alguém perceba alguma coisa...)
(Só me resta ir ao ginásio agora.)


Ginásio


(Nós colocamos a rede nova com as outras, para que ninguém suspeitasse de nada.)


Fizemos um bom trabalho!


Priya: Também acho, estou mais tranquila.


E eu! Eu acho que não conseguiria contar para os meus pais que tinha sido punida mais uma vez...


Priya: Ah, você já teve outras?


Digamos que sim. Digamos que eu tenho a sorte de me encontrar no lugar errado, na hora errada.


Priya: Bom, desta vez tivemos sorte.


(Próximo)


Priya: E até que me diverti, você não?


Ahah, não foi o fim do mundo, verdade...


Priya: Eu gostei, pois pude te conhecer mais.


(Ela parece sincera... Mas confesso não ter sido muito gentil com ela.)


Oh, eu também.


(Pronto, agora me sinto culpada por ter pensado mal dela...)


Sala de Aula A


Alexy: Se você tivesse um namorado, me contaria?


O q-quê? Por que você pergunta isso?


Alexy: Você se da bem com todos os rapazes. Eu sempre achei estranho te ver sozinha.


(Por que ele tem que me perguntar isso logo agora...?)


Eu acho que te contaria sim.
Eu não sei ao certo, depende das circunstâncias.
Sim, claro.


Alexy: Você "acha"?


Na verdade, eu não tenho ideia de como reagiria...


Alexy: Mas, você nunca teve um namorado antes?


Sim... mais ou menos...
Quer dizer, eu fiquei, mas nada muito importante.


Alexy: Mas pelo menos você sabe como fica quando está com alguém?


Sei sim! Só que... Eu não sei. Não é a mesma coisa.


Alexy: Claro que sim, é o meso em todo o lugar. O que você precisa fazer é conversar com os amigos.


Ahah, seria perfeito para você, fofoqueiro!


Alexy: Ei! Eu só falo isso por você.


(Terminar a conversa.)


Sala de Aula A


(A Kim está ficando nervosa com o exercício.)


Como vai? Muito trabalho?
Oh...
O que está acontecendo?


Kim: Eu estou com péssimas notas no momento. Está começando a ficar bem difícil.


Como assim?


Kim: A diretora convocou os meus pais. Eu até tentei me esforçar, mas nada muda, não sou muito boa.


Você precisa apenas de alguém que te explique melhor. Você é igual a todo o mundo!


Kim: Estou começando a duvidar disso.


Nada a ver... Eu não sou a mais indicada para te ajudar, mas tenho certeza de que o Nathaniel, por exemplo, seria o ideal. Ele iria te ajudar, com certeza.


Kim: Não tenho tanta certeza assim... Além disso, não estou com tanta vontade de passar meu tempo com ele. Vivemos em dois planetas diferentes.


No seu lugar, eu faria um esforço. Tenho certeza de que o Nath poderá fazer alguma coisa.


Kim: Eu não consigo imaginar pedindo ajuda para ele...


Eu posso ir com você, se preferir.


Kim: Hum...


Vamos, não custa tentar.


Escadaria


Nathaniel! Precisamos de sua ajuda.


Kim: Sim, enfim...


(Próximo)


Nathaniel: O que houve?


(Eu olhei para a Kim.)
(Ela não parece tão animada...)


A Kim queria que você a ajudasse com os deveres.
Eu pensei que você podia ajudar a Kim, ela está com dificuldades nas matérias.


Nathaniel: Bom. Podemos olhar isso juntos em uma sala vazia, no final do dia.


(Próximo)


Kim: Mfff...


(Próximo)


Nathaniel: Algum problema?


(Próximo)


Kim: Eu não tenho certeza de que seja uma boa ideia...


Claro que sim! Basta apenas que você deixe o seu orgulho de lado...


Nathaniel: Para que dê certo, você precisa se motivar.


(Próximo)


Kim: Hum, eu quero tentar.


(Próximo)


Nathaniel: Não vai ser muito fácil, mas você vai se sentir mais tranquila depois.


(Próximo)


Kim: Veremos.


(Ela olhou para o Nathaniel como se ele fosse um extraterrestre muito estranho.)
(Eles são tão engraçados juntos. Com certeza não combinam em nada.)


Kim: Ok, bom... Nos vemos mais tarde.


(A Kim foi embora e o Nathaniel me olhou, sorrindo.)


Nathaniel: Foi legal da sua parte tentar ajudá-la.


Ela nunca iria tomar essa iniciativa sozinha. Ela tem certeza de que não adianta nada.


Nathaniel: Claro que ela está enganada. Mas não posso fazer milagre, ela tem que parar de ser tão fechada comigo.


Você precisa também ter um pouco de paciência. Não é fácil para ela admitir que precisa de alguém.
Com certeza, ela tem que se dar conta de que tem sorte em ter sua ajuda.
Eu acho que vocês dois tem que sair da defensiva.


Nathaniel: Sua análise me parece justa. Eu vou fazer o melhor que puder.


(Eu vou ver o que os outros estão fazendo.)


Biblioteca


Ambre: Não acredito, que ela pensa que é?


(Próximo)


Vharlotte: Deixe para lá, ela não sabe o que está perdendo.


(Próximo)


Ambre: Não vamos deixar isso assim... Ela vai pagar por isso!


(Próximo)


Charlotte: Você está pensando em que?


(Próximo)


Ambre: Eu não tenho um plano preciso, mas o momento vai chegar...


(Mas do que elas está falando?)


Ambre: Você acha que eu não te vi?


Opa, calma...


Ambre: Não fique tão alegrinha assim, não é porque estou com a novata na mira que te esqueci não.


Priya? Mas o que ela fez?


Ambre: Ela não quis participar do nosso grupo. Pelo jeito ela não se deu conta da oportunidade maravilhosa que tinha nas mãos.


Carregar as suas bolsas e pagar seu lanche, é isso que chama de oportunidade maravilhosa, não é mesmo?


Charlotte: Andar no nosso grupo é muito mérito, não é para qualquer um. Ninguém pode ter todas as vantagens logo.


(Quanto mais o tempo passa, mais essas garotas me dão nojo.)
(Talvez eu deva falar com a Priya, para que ela fique esperta...)
(Mas não sei se estou com vontade...)


Sala de Aula A


(A Priya parece estar fazendo os exercícios.)


(Eu vou contar sobre a Ambre.)
(Acho que não vou falar nada.)


Priya?


Priya: Ah, te encontrei.


Eu só queria te dizer que ouvi a Ambre por acaso e ela está te preparando alguma coisa... Pelo que entendi, ela não gostou da sua recusa para fazer parte do seu grupo de "amigas".


Priya: Entendi... Sinceramente, essa garota tem um problema sério de autoconfiança.


Eu não entendi...


Priya: Ela se sente ameaçada. Ao invés de procurar me conhecer melhor, fica agindo como mesquinha. Ela não deve ser bem resolvida...


("Ela se sente ameaçada"... Isso poderia ser dito também para mim...)
(Que vergonha...)


Talvez você esteja certa... Mas eu não consigo imaginar a Ambre sem confiança nela mesma. Ela tem certeza de ter bom gosto e ser a mais bonita de todas.


Priya: Eu acho que ela tenta se convencer disso.


(Próximo)


Priya: Mas se ela tivesse mesmo confiança nela, não ficaria com tanta vontade de humilhar os outros.


O que quer que seja, eu te aconselho a ficar alerta. Ela sempre faz o que planeja...


Priya: Vou tomar cuidado, obrigada por me avisar.


É normal...
Eu vivi a mesma situação várias vezes e ficaria feliz se alguém me ajudasse...


(Ela me olhou bem nos olhos, misteriosa.)
(No que ela está pensando...?)
(A porta da sala se abriu.)
(O Armin entrou concentrado no seu jogo.)
(A Priya olhou para ele, curiosa.)


Ei! Tem alguém aqui?


Armin: Hein?


(Próximo)


Armin: Eu estava procurando um lugar para jogar sem ser agredido pela diretora ou pela professora de ciências...


(Próximo)


Priya: Eu acho que você passa a maior parte do seu tempo livre jogando...


(Que perspicácia...)


Armin: E daí?


(Próximo)


Priya: Não é um ataque,mas... Você não aproveita a vida.


(Não é falando assim que o Armin vai vai gostar dela... Ainda bem.)


Armin: Nem todo mundo tem a sorte de pelos quatro cantos do mundo, viu...?


(Eu prefiro não me meter.)


Priya: Ahah, você quer que minha família te adote?


(Próximo)
(O Armin fez uma cara...)


Armin: Não brinque com esse assunto...


(Próximo)


Armin: É um tema sensível... Eu sou realmente adotado, sabe.


(Próximo)


Priya: O-Oh... Sinto muito, não sabia.


Você está falando sério, Armin? Eu nunca vi você reagir dessa maneira...


Armin: ...


Armin?


Armin: Ahah, brincadeira! Eu sou adotado mesmo, mas não tenho problema nenhum com isso.


(Próximo)


Priya: ...


(Próximo)


Armin: Se pudesse ver sua própria cara, Priya!


(Próximo)


Priya: Pfff, sue bobo...


(Próximo)



Priya: Você me enganou direitinho.


(Não acredito, por que ele está tão próximo dela assim?!)
(Saia do lado dele sua exibida!)


Armin: Ora, Docete, cadê seu humor? Perdeu?


Deve ser isso mesmo...


(Eu fiz de conta que iria ir embora.)


Armin: Ei, espere! O que você acha de nós três jogarmos juntos?


Não, não precisa.


(Eu prefiro me acalmar bem longe daqui...)


Corredor Principal


(Eu tenho realmente a impressão de que a Priya consegue ficar íntima dos rapazes super rápido...)
(Mas será que não sou eu que estou vendo coisas...?)
(Talvez seja por eu finalmente ter finalmente admitido gostar do Armin...)
(Estou vendo rivais por todo o lado...)
(Mas não vou mentir... A Priya é inteligente, interessante e super linda.)
(Eu não sou nada comparada a ela...)


Rosalya: Ei!


Rosa!... Eu não vi você chegar.


Rosalya: E então, como anda o nosso plano? Está avançando?


Está bem longe disso...


Rosalya: Nossa, você parece tão desmotivada. Parece que você não me contou tudo...


É uma bobagem... Você vai pensar que eu sou maluca.


Rosalya: Sim, sim, é algo que eu posso fazer sim...


É por causa da Priya. Eu tenho a impressão de que ela chama a atenção de todos os rapazes... Mas eu não consigo saber se eu que estou obcecada ou é isso mesmo...


Rosalya: Hum... Parece ser uma gracinha, com certeza. Mas você precisa ter cuidado para não ficar paranoica.


(Próximo)


Rosalya: Você tem certeza de que o Armin está atraído por ela?


Não... É só que eles estavam muito íntimos há dois minutos...
Ele fez uma piada e isso acabou os aproximando...


Rosalya: Mas saiba que é a primeira vez que eu te vejo reagir dessa maneira...


(Próximo)


Rosalya: Eu não vou insistir no quesito paranoia, pois não é tão impossível assim imaginar a Priya atraída por ele.


(Eu senti meu coração apertar só de pensar.)


Rosalya: Mas insisto no que sempre disse... Você tem que lutar pelo que deseja!


Eu sei, mas...


Rosalya: Se todas as garotas da terra gostassem dele, esse seria um motivo a mais para tentar sua chance antes que fosse tarde demais.


Você deve ter razão...


Rosalya: Pare de se perguntar mil vezes a mesma coisa e faça alguma coisa!


Sim, eu vou...


Professora Delanay: EU NÃO AGUENTO MAIS!


(Ela me deu um susto tão grande que eu me joguei para trás, batendo nos armários.)


Professora Delanay: Vocês falam tão alto que estávamos ouvindo até na sala dos professores!


(Oh, não, isso não...)


Rosalya: N-Nós estávamos...


(Próximo)


Professora Delanay: Sua história de amor não me interessa, senhorita.


(Oh, essa não... Espero que nenhum aluno tenha ouvido...)


Professora Delanay: Agora, SAIAM DAQUI!


(Eu e a Rosa saímos rapidamente.)
(Eu não tive oportunidade de conversar com o Armin durante o resto do dia.)
(As aulas foram puxadas e não encontrei um bom momento.)
(Eu tenho a impressão de que nunca vou conseguir...)
(Talvez seja melhor esquecer toda a história de uma vez e me contentar em ser amiga dele. Estava tudo bem até agora.)
(Eu nunca poderei confessar para a Rosa que estou pensando em esquecer o assunto de uma vez...)
(Olha... A Nina ainda está aqui.)
(Ela parece estranha... Quer dizer, mais que de costume.)
(Hum, parece que ela me viu.)
(Estranho, ela não quer falar comigo, ao contrário do que sempre faz.)
(Ela foi embora... O que será que ela está fazendo?)


Entrada do Parque


Uau!


Nina: Ele não está aqui. Ele nunca mais fica aqui.


Q-Quem, o Lysandre?


Nina: Eu tenho que achar um meio.


Nina... Você está começando a me assustar.


Nina: Nunca chega o bom momento, mas eu vou acabar conseguindo.


Ok...


(Ela foi embora rapidamente.)
(Talvez fosse melhor falar com o Lysandre sobre isso um dia desses. Ela parece à ponto de um ataque de nervos.)


Meu Quarto


Philippe: Eu acho que você está chegando muito tarde...


Papai... Eu posso passear um pouco após a aula, não?


Philippe: Claro, mas eu estou preocupado, você está mudada. Eu queria ter certeza de que você continua responsável.


Você não tem nenhuma razão para se preocupar, eu te asseguro.


(Principalmente porque ficarei solteira até o final da minha vida, visto as decisões que estou tomando...)
(Pelo menos alguém vai ficar feliz.)
(Pelo jeito, meu pai vai ter muita dificuldade em aceitar que eu saia com alguém...)
(Mais uma noite mal dormida...)
(Eu tenho mesmo que aprender a me dominar...)
(Eu acordei de ma humor no dia seguinte...)
(Eu não posso deixar de pensar na Priya.)
(Sinceramente, normalmente eu acho todos simpáticos.)
(Talvez eu pudesse até tê-la como amiga...)
(Mas nos últimos tempos é como se eu tivesse perdido a confiança em mim e que ela me lembrasse disso sem querer.)
(Estou começando a não curtir tanto assim a escola agora...)


Em Frente à Escola


(Algo me diz que elas estão tramando alguma coisa...)
(Elas parecem contentes com alguma coisa.)
(A Priya com certeza está na mira.)


(Não é o que eu queria fazer, mas eu tenho que impedir isso.)
(Eu não vou ajudá-la de jeito nenhum.)


(Eu entrei na escola.)


Grêmio


Nathaniel: A Ambre está com uma cara. Eu espero que ela não esteja planejando nada.


(Essa história vai acabar mal...)


Você... Você não deveria se preocupar. A Ambre está mais madura.
Também acho, ela parecia estranha. Acho que não vem coisa boa por ai...
Eu não sei do que você está falando...


Nathaniel: Eu confio no seu julgamento. O melhor é encontrá-la antes que ela saia fazendo besteira por ai.


(Terminar a conversa.)


Corredor Principal


(Finalmente o dia terminou sem nenhum incidente.)
(Talvez a Ambre não tenha conseguido fazer o que queria...)


Corredor 2


(A Priya está procurando suas coisas no armário...)
(De repente, a Ambre saiu da sala com uma tesoura na mão.)
(Ela se aproximou da Priya sem fazer barulho.)


Cuidado!


(A Priya olhou para trás e a Ambre parou, surpresa.)


Priya: Nada infantil Ambre. Saiba que preciso de bem do que algumas mechas de cabelo cortadas para ficar de baixo astral.


(Próximo)


Ambre: Eu acho que você ficaria bem menos metida se essa idiota não tivesse se metido.


(Próximo)


Priya: Não esteja tão certa. Eu tive cabelos bem curtos. Não me importaria de tê-los assim novamente.


(Próximo)


Ambre: Anotado para a próxima...


(Ela consegue ser ainda mais infantil... E estou boba com a tranquilidade da Priya.)
(A Ambre deu a entender que ela não vai parar por ai.)


Priya: Porém, eu não tenho certeza que VOCÊ vai gostar.


(Próximo)


Ambre: Você pode até tentar, coitadinha. Eu bem que gostaria de ver.


(A Priya levantou a mão da Ambre que segurava a tesoura, calmamente.)
(A Ambre tocou os seus dedos. Ela parecia assustadíssima.) 


Ambre: Aaaaa... Nããão!!!!!


(Ela saiu correndo em direção ao banheiro. Com certeza para ver no espelho qual era o estrago.)


Priya: Obrigado por ter me avisado, Docete. Você chegou em boa hora.


Mas... Como você fez isso?! Eu estava na sua frente, não vi nada!


Priya: Quando somos sempre a "novata" da escola, temos tendência a desenvolver capacidade anti-bullyng, se quer saber.


(Próximo)


Castiel: Nada mal, Miss Ninja! Você foi impressionante! 


(O Castiel estava presente também! Ele deve ter se formado na mesma escola da Priya, eu nem tinha percebido a presença dele...)
(A Priya olhou-o como se estivesse tentando ler os pensamentos dele.)


Castiel: E você tem outros talentos escondidos?


(Próximo)


Priya: Quem sabe eu ainda possa surpreender você?


(Próximo)


Castiel: Finalmente alguém colocou a Ambre no seu devido lugar. Já estava demorando... E você acabou de chegar... Parabéns.


(Próximo)


Priya: Talvez eu tenha exagerado, mas estava começando a ficar sem paciência com tanta implicância.


(Próximo)


Castiel: Você é bem danada, com essa carinha de menina modelo.


(Quer parar de ficar elogiando tanto, Castiel?! Nem estou te reconhecendo!)


Priya: Eu acho você bem perspicaz para um garoto solitário.


(Próximo)


Castiel: Eu não sou também nenhum antissocial.


(Opa... Parece que a Priya tocou em um assunto sensível...)
(É raríssimo ele ficar constrangido com alguma coisa.)
(O sinal começou a tocar.)
(Nós três saímos da escola.)


Bom, eu vou por ali. Boa tarde para todo mundo.


Priya: Ah, que pena. Eu moro na direção contrária.


(Próximo)


Castiel: Mas você tem que pensar em deixar de me seguir um dia desses.


(Próximo)


Castiel: Eu te elogiei mas não fique muito contente não.


(Próximo)


Priya: Pense o que quiser, mas eu me mudei para a zona sul, de verdade.


(Próximo)


Castiel: Você está querendo dizer que nós somos vizinhos?


(Próximo)


Priya: Tem fortes chances de ser isso mesmo.


(É um piada?)
(E ele está todo bobo!)
(Em vinte minutos...)


Castiel: Até mais, Docete.


Priya: Tenha uma boa noite.


(Ele foram embora juntos.)
(O Castiel deve ter falado algo engraçado, pois ouvi a Priya rindo.)
(Que risada insuportável.)
(Um riso perfeito. Nem forçado demais, nem chamativo. O suficiente para fazê-lo entender o quanto ela está à vontade na companhia dele.)
(Ei... Mas o que ela está fazendo??)



(Ela colocou a mão sobre o ombro dele como se o conhecesse há séculos.)
(Não pode ser, ele com certeza vai dizer algo para ela se acalmar e tirar a mão de cima dele.)
(Mas o Castiel não se importou e eu não tive outra escolha a não ser ficar por lá, com cara de boba, olhando os dois irem embora juntos.)
(Eu me sinto uma completa idiota...)
(Eu nuca consegui ser tão espontânea, mesmo na presença do rapaz que eu estou afim.)
(Mas talvez o problema venha daí.)
(Eu não faço nada, fico esperando que as coisas aconteçam...)
(Talvez a Priya consiga colocar todos os rapazes no bolso, mas eu ainda tenha certas vantagens!)
(Eu conheço o Armin a mais tempo.)
(Ok, ele teve um momento de cumplicidade com a Priya, mas eu já tive vários.)
(Dessa vez, eu me decidi, eu vou parar de deixara s coisas apenas acontecerem e vou começar a fazer alguma coisa!)
(Se eu não fizer nada, a Priya ou qualquer outra menina com o mínimo de confiança, não vai pensar duas vezes antes de fazer algo no meu lugar.)
(Agora resta saber, como irei fazer...)


Ps: Se quiserem me add no amor doce é só enviar o covite para: EmilyCrisly.


Então pessoal, estou escrevendo uma fanfic no Social Spirit, o nome é Game Over! espero que acompanhem, beijos para todos <3